Adilsinho foi preso em uma casa de alto padrão em Cabo FrioReprodução

Rio - O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso em uma casa de alto padrão em Cabo Frio, na Região do Lagos, durante uma operação em conjunto das polícias Federal e Civil. A mansão, utilizada para aluguel de temporada, conta com piscina, jardim, churrasqueira, jacuzzi, bar, estacionamentos, além de amplo espaço interno. Na residência, os agentes ainda apreenderam um carro de luxo.

Em anúncio publicado na internet, o imóvel é oferecido com diárias a partir de R$ 221 e lista outras comodidades, como frigobar, ar-condicionado, cozinha compacta, máquina de lavar roupa, TV de tela plana e terraço, além de acesso livre à internet. Outra curiosidade é que os serviços prestados no local só podiam ser pagos em dinheiro.
"Os hóspedes podem desfrutar de uma banheira de hidromassagem relaxante. No território, há estacionamento para carros. Há um bar com bebidas para todos os gostos. Os quartos são apenas para não-fumantes. O território é ajardinado, tem um jardim repleto de flores. Aqui estamos sempre felizes em receber turistas estrangeiros, a equipe de serviço sabe português", diz um trecho do anúncio.
De camisa branca, bermuda, óculos e boné, Adilsinho foi abordado e rendido por policiais à beira da piscina, e em seguida levado de helicóptero à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, de onde seguiu em comboio até a sede da PF no Centro.
Patrono do Salgueiro, integrante da cúpula do jogo do bicho e maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, o bicheiro era um dos criminosos mais procurados do país. Contra ele, havia mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal, além de outros pela Justiça Estadual por homicídios.

A prisão ocorreu após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal (MPF).
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Ricardo Braga, advogado de Adilsinho, disse que seu cliente nega envolvimento com o crime. "Senhor Adilson continua confiando na justiça e vai provar a inocência dele em todos os processos que tramitam", disse ao chegar na sede da PF. Questionado sobre ele ter sido encontrado correndo ao redor da piscina momentos antes da polícia chegar na mansão, Braga disse que ele estava praticando exercícios físicos por recomendação médica.