Guilherme Fernando com o braço machucado a caminho do Hospital Miguel CoutoArquivo pessoal
Publicado 08/05/2026 18:08 | Atualizado 08/05/2026 19:00
Rio - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou, nesta sexta-feira (8), que as provas apresentadas pela defesa não são suficientes para comprovar que o motoboy Guilherme Fernando da Conceição Gomes, de 33 anos, foi preso por engano, acusado de participação em uma tentativa de assalto na Tijuca, Zona Norte do Rio. O caso, revelado pelo DIA na quinta-feira (7), aconteceu no domingo passado (3).
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Segundo os advogados de Guilherme, ele estava em um ponto de ônibus, a caminho de uma unidade de saúde, no momento em que o crime aconteceu. Para sustentar a versão, a defesa anexou imagens de câmeras de segurança e mensagens trocadas com a companheira do motoboy, com o objetivo de demonstrar sua inocência.

No entanto, em parecer no qual pede a manutenção da prisão preventiva, o promotor afirmou que "a mera juntada das imagens com menção ao horário específico, por si só, não constitui prova cabal de que o denunciado estava efetivamente se dirigindo ao ponto de ônibus, e não praticando o crime de roubo".

O documento também destaca que "a lesão apresentada pelo denunciado e o fato de ele ter se acidentado no mesmo dia e horário guardam identidade absoluta com os fatos narrados pela vítima e pelas testemunhas presenciais do evento".

Guilherme permanece detido e aguarda a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre o pedido de revogação da prisão apresentado por sua defesa.
Entenda o caso
Segundo o registro de ocorrência, um policial militar sofreu uma tentativa de assalto por parte de dois indivíduos em uma motocicleta, enquanto estava de carro com a família, entre eles uma criança de 5 anos, na Rua Pareto, altura do número 55, próximo à UPA da Tijuca, por volta das 11h45 de domingo. A vítima reagiu e houve troca de tiros.

Os criminosos fugiram e o policial os perseguiu a pé. Um dos ocupantes da moto foi encontrado caído na entrada da UPA e morreu em seguida. O outro, que segundo relatos de testemunhas teria caído de moto mais à frente, fugiu.

Ao DIA, a advogada Yara Moraes, responsável pela defesa de Guilherme, disse que o motoboy, de 33 anos, sofreu uma queda de moto por volta das 6h de domingo. No entanto, por não achar ter sido grave, voltou para casa e dormiu. Ele acordou com dores no braço e procurou assistência médica.
Por volta das 11h45, mesmo horário da tentativa de assalto, ele estaria em um ponto de ônibus, no Rio Comprido, Zona Central, com a mulher, a caminho do Hospital Municipal Miguel Couto.

Na unidade de saúde, um policial tirou uma foto de Guilherme enquanto aguardava atendimento. A imagem foi enviada para a vítima da tentativa de assalto, que em princípio não o reconheceu como autor do crime. Porém, os familiares que estavam no carro no momento do assalto afirmaram se tratar de Guilherme. O motoboy foi preso ainda no hospital e levado à 19ª DP (Tijuca).

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