Mala com R$ 500 mil é encontrada nos arquivos do celular do deputado Thiago RangelDivulgação
Publicado 19/05/2026 21:51
Rio - Policiais federais encontraram no celular do deputado estadual preso Thiago Rangel um vídeo que exibe uma mala com R$ 500 mil em espécie. Segundo a denúncia, o valor seria fruto de um repasse para financiar campanhas de políticos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, além de compor um esquema de caixa de quase R$ 3 milhões.
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A quantia em espécie teria sido repassada por Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, para financiar um superfaturamento em licitações da área da Educação do estado. Além da mala encontrada nos arquivos do celular do deputado, a investigação reuniu áudios que mostram Rangel dando ordens sobre indicações políticas e movimentações suspeitas na Secretaria Estadual de Educação. 
No início e maio, conversas obtidas no celular de Rangel já apontavam um comportamento semelhante a esse. Nas mensagens, ele oferece cargos na Educação ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como "Júnior do Beco". Apontado como criminoso de alta periculosidade e réu por crimes como homicídio e tráfico de drogas, ele teria articulado com o parlamentar a indicação de duas pessoas para vagas de auxiliar de serviços gerais.

A PF identificou uma relação próxima entre o deputado e o traficante. Em uma conversa interceptada em 23 de junho de 2021, Fábio Pourbaix Azevedo, apontado como braço direito do deputado, orienta Rangel a reservar duas vagas na secretaria para Júnior do Beco.

Na troca de mensagens, Fábio pede que o parlamentar entre em contato com o traficante ou forneça seu número. Em resposta, Rangel encaminha o contato salvo como "Junior Beco" e solicita que o assessor faça a interlocução em seu nome, informando que havia oito vagas disponíveis para o cargo de auxiliar de serviços gerais, sendo duas destinadas ao criminoso.
Thiago Rangel foi preso no início de maio, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes milionárias em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro envolvendo aquisição de materiais e contratação de serviços.
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