Publicado 20/05/2026 16:42
Rio - Familiares ainda aguardam a liberação do corpo do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, de 63 anos, no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. O corpo do magistrado foi localizado nos arredores da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na terça-feira (19), sem sinais de violência. As investigações correm sob sigilo na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
PublicidadeVeja, em ordem cronológica, os principais acontecimentos desde o desaparecimento até a localização do corpo:
- O mistério em torno do desaparecimento do magistrado começou em 14 de abril deste ano, quando ele sacou R$ 1 mil em espécie, pegou um táxi e seguiu em direção à Vista Chinesa. Desde então, não havia sido mais visto.
- O desembargador morava sozinho e saiu sem avisar ninguém. A família só percebeu que ele não havia retornado dias depois, quando seu irmão, que mora no andar de cima do mesmo prédio, não o encontrou em casa.
- Teve início, então, uma operação de busca nos arredores da Vista Chinesa, com o apoio do Corpo de Bombeiros e de cães farejadores. O sobrinho do desembargador, Rodrigo Bastos, de 48 anos, chegou a afirmar, em entrevista ao DIA, que a família também realizou buscas por conta própria em outros locais onde ele poderia estar, mas não encontrou qualquer pista.
- Durante o período em que esteve desaparecido, o caso ficou sob sigilo na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), onde o magistrado era lotado, também acompanha as investigações. "Em nome dos magistrados e servidores, o presidente da Corte, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas do eminente desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho neste momento de apreensão e tristeza", informou o órgão em nota divulgada logo após a localização do corpo.
- Após a localização do corpo, o inquérito foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que realizou perícia na região da Vista Chinesa.
Desembargador estava afastado
Em maio do ano passado, o Conselho Nacional de Justiça afastou Alcides Martins Ribeiro Filho do cargo após uma denúncia de agressão contra a mulher dentro de um apartamento em Ipanema, também na Zona Sul do Rio.
De acordo com o CNJ, a decisão foi motivada pelo envolvimento do magistrado no caso de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade. "As circunstâncias do caso indicariam um comportamento explosivo e irascível, incompatível com os requisitos mínimos para o exercício da função jurisdicional", disse o órgão na época.
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