Orlando Curicica é condenado a mais de 35 anos de prisão por assassinato e tentativa de homicídio Divulgação / Polícia Civil
Publicado 22/05/2026 14:10
Rio - A Justiça do Rio condenou, nesta quinta-feira (21), o miliciano Orlando de Oliveira Araújo, conhecido como Orlando Curicica, a mais de 35 anos de prisão. O 3º Tribunal do Júri determinou a sentença pelo assassinato de Wagner Raphael de Souza e pela tentativa de homicídio de Célia Cristina de Souza Silva.
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A pena completa foi de 35 anos, seis meses e 20 dias de detenção em regine inicialmente fechado. Os crimes ocorreram em junho de 2015, quando Wagner e a mulher, Célia, passavam de carro pela Estrada de Curicica, na Zona Sudoeste do Rio. Os dois foram baleados e ele morreu no local. 
De acordo com a denúncia na época, o homicídio qualificado foi cometido por "motivo torpe" em razão da vítima ter alugado um terreno para um circo sem pedir a autorização de Orlando, miliciano conhecido na região. Por esse motivo, os dois discutiram pouco tempo antes da data do homicídio.
Condenação anterior
Em junho 2024, o miliciano já havia sido condenado a 19 anos, seis meses e 20 dias de prisão pela tentativa de homicídio contra Célia. Segundo as denúncias, a ação teria contado com a participação de Renato Nascimento dos Santos, conhecido como Renatinho Problema.
Nesse julgamento, no entanto, os jurados concluíram que os réus não tiveram relação com a morte de Wagner, restando apenas a condenação de Orlando pela tentativa de homicídio. Já Renato, por causa da absolvição, teve a prisão preventiva e demais medidas cautelares revogadas, sendo determinada a sua soltura.
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Com 17 anotações criminais, o miliciano é acusado de chefiar uma organização criminosa em Jacarepaguá. Tanto ele quanto Renatinho tiveram seus nomes envolvidos como responsáveis pelas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, no início das investigações, em 2019, o que acabou sendo descartado mais tarde.
Em agosto de 2022, o Orlando também foi julgado e condenado a 25 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado. Ele foi apontado como o mandante do assassinato de Carlos Alexandre Pereira Maria, em 8 de abril de 2018, na Taquara.
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