Publicado 22/05/2026 17:39
Uma central clandestina de mineração de criptomoedas operada por traficantes do Comando Vermelho foi descoberta e apreendida por policiais civis dentro do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, durante uma operação que terminou com dez pessoas presas.
PublicidadeSegundo as investigações, a estrutura era usada para gerar moedas digitais, que depois eram convertidas em dinheiro e revertidas para fortalecer as atividades da facção criminosa, incluindo o tráfico de drogas. Os equipamentos apreendidos tinham potencial para gerar entre R$ 40 mil e R$ 50 mil mensais.
Veja o vídeo:
No imóvel onde funcionava a central, os agentes apreenderam 32 máquinas de alto desempenho utilizadas para a mineração de criptoativos. Na prática, a mineradora funciona como uma rede de computadores montada para processar e validar transações com moedas digitais. Como recompensa por esse trabalho, o próprio sistema gera criptomoedas para os operadores. De acordo com a polícia, os traficantes usavam essa estrutura para transformar a atividade em uma nova fonte de renda, convertendo os ganhos em dinheiro para abastecer e fortalecer o tráfico.
Embora a mineração em si não seja uma atividade ilegal, o contexto chamou a atenção dos investigadores. A Polícia Civil suspeita que a facção criminosa aproveitava a estrutura para lucrar sem arcar com custos operacionais e também apura se o esquema era utilizado para lavagem de dinheiro, ocultando e dissimulando recursos de origem ilícita.
De acordo com a delegada Luciana Fonseca, esse tipo de operação exige investimentos altos e despesas expressivas, principalmente com eletricidade, o que costuma inviabilizar o negócio em pequena escala. No caso do crime organizado, no entanto, as máquinas operavam com lucro máximo, já que o grupo não pagava por energia ou internet.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares sob a supervisão de Flávio Almeida
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