Ex-governador Cláudio Castro é alvo de nova operação da PFReprodução de vídeo
Publicado 26/05/2026 07:19 | Atualizado 26/05/2026 08:57
Rio - A Polícia Federal cumpre um novo mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador Cláudio Castro, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, na manhã desta terça-feira (26). A ação faz parte da oitava fase da "Operação Compliance Zero", que apura a possível prática de crimes financeiros no Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio.
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Castro de camiseta e short acompanhado as buscas na sua residência na Barra - Reprodução/BDRJ
Castro de camiseta e short acompanhado as buscas na sua residência na BarraReprodução/BDRJ
Ao todo, os agentes cumprem 10 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Rio e em Brasília. A investigação é um desdobramento da “Operação Barco de Papel”, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em títulos do Banco Master, somando cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024
Nesta fase, ainda apuram-se aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.
Ao DIA, o advogado Carlo Luchione informou que acompanha as buscas na residência de Castro, mas que ainda não teve acesso a decisão do ministro André Mendonça, do STF.
Outra operação
Essa não é a primeira vez que o ex-governador foi alvo da Polícia Federal. Em 15 de maio, agentes também estiveram no apartamento de Castro. Na ocasião, a ação investigava a atuação do Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para esconder bens e movimentar recursos ao exterior.
Os agentes estiveram armados na porta do condomínio com carros descaracterizados. Na residência, um celular e um tablet foram apreendidos. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Castro renunciou ao governo
Castro renunciou ao governo do estado em março deste ano, com o objetivo de se candidatar ao Senado. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou o julgamento que condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e declarou sua inelegibilidade até 2030.
Segundo a acusação, a Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foram utilizadas para criar mais de 27 mil cargos irregulares comissionados para empregar cabos eleitorais e favorecer a reeleição do então governador em 2022.
Pela linha sucessória, o vice Thiago Pampolha é quem deveria assumir o cargo, mas ele renunciou ao cargo em maio de 2025 para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado.
Terceiro na linha de sucessão, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teve o mandato cassado. Com isto, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) assumiu o cargo de forma interina.
 

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