Publicado 27/05/2026 21:02
Rio - O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel teve nesta quarta-feira (27) um dos depoimentos mais marcantes desde o início do júri. Ouvida no II Tribunal do Júri, no Centro do Rio, a pediatra Maria Cristina de Souza, que participou do atendimento do menino no Hospital Barra D’Or, afirmou que Henry chegou à unidade já "tecnicamente morto", sem pulso, e relatou que a equipe decidiu prolongar as tentativas de reanimação após um pedido feito por Leniel Borel, pai da criança.
Publicidade"Quando a gente já avaliava encerrar o protocolo, encontramos o pai e ele pediu para a equipe não desistir do filho. Aquilo sensibilizou todo mundo e nós continuamos", afirmou a médica diante dos jurados.
Segundo Maria Cristina, Henry foi levado imediatamente para atendimento e recebeu os primeiros procedimentos em menos de um minuto após chegar ao hospital. Questionada pelo advogado da assistência de acusação sobre o estado clínico da criança naquele momento, a médica detalhou que, apesar de o monitor indicar oxigenação, Henry já estava sem sinais vitais.
"Ele chegou com 76% de saturação. Isso não quer dizer que ele estava morto, mas ele estava sem pulso. Ele estava inchado. Foi administrada uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca. Ele não recebeu choque de desfibrilador. Ele já estava, podemos dizer, tecnicamente morto", declarou.
De acordo com a pediatra, a equipe médica permaneceu por cerca de duas horas nas tentativas de ressuscitação. Ela explicou que, em casos envolvendo crianças, os protocolos costumam ser mantidos por mais tempo. "Quando é criança, a gente sempre tenta mais. Existe uma esperança maior", afirmou.
Durante o depoimento, Maria Cristina também relatou que percebeu hematomas e marcas arroxeadas em diferentes regiões do corpo de Henry ainda durante o atendimento. Ao ser questionada sobre a hipótese levantada pela defesa de que procedimentos médicos poderiam ter provocado parte das lesões, a médica descartou essa possibilidade.
"Pelo estado em que ele chegou, não havia possibilidade de aquilo ter sido provocado no hospital", respondeu.
A pediatra também explicou aos jurados que a equipe do Barra D’Or não tinha condições técnicas de apontar a causa da morte naquela madrugada e que, por isso, o protocolo foi encaminhar o corpo para o Instituto Médico-Legal.
"A gente não tinha como atestar a causa da morte. Não havia condição técnica para isso naquele momento", disse.
Ao comentar a presença dos adultos que acompanhavam Henry no hospital, Maria Cristina afirmou que Monique Medeiros aparentava estar em estado de choque. Jairinho, segundo ela, permaneceu ao lado da então companheira durante o atendimento.
O depoimento está sendo prestado no terceiro dia do julgamento do caso Henry Borel. Além da assistência de acusação, ela já respondeu para a promotoria do Ministério Público e responde ainda para a defesa de Jairo Souza Santos Junior. Ainda falta responder para a defesa de Monique Medeiros.
Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado e tortura. Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão e de descumprimento do dever de proteção do filho. Ambos negam as acusações.
A expectativa é que o júri continue até os próximos dias com novos depoimentos de testemunhas e peritos antes da fase final de debates entre acusação e defesa e da decisão do Conselho de Sentença.
Segundo Maria Cristina, Henry foi levado imediatamente para atendimento e recebeu os primeiros procedimentos em menos de um minuto após chegar ao hospital. Questionada pelo advogado da assistência de acusação sobre o estado clínico da criança naquele momento, a médica detalhou que, apesar de o monitor indicar oxigenação, Henry já estava sem sinais vitais.
"Ele chegou com 76% de saturação. Isso não quer dizer que ele estava morto, mas ele estava sem pulso. Ele estava inchado. Foi administrada uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca. Ele não recebeu choque de desfibrilador. Ele já estava, podemos dizer, tecnicamente morto", declarou.
De acordo com a pediatra, a equipe médica permaneceu por cerca de duas horas nas tentativas de ressuscitação. Ela explicou que, em casos envolvendo crianças, os protocolos costumam ser mantidos por mais tempo. "Quando é criança, a gente sempre tenta mais. Existe uma esperança maior", afirmou.
Durante o depoimento, Maria Cristina também relatou que percebeu hematomas e marcas arroxeadas em diferentes regiões do corpo de Henry ainda durante o atendimento. Ao ser questionada sobre a hipótese levantada pela defesa de que procedimentos médicos poderiam ter provocado parte das lesões, a médica descartou essa possibilidade.
"Pelo estado em que ele chegou, não havia possibilidade de aquilo ter sido provocado no hospital", respondeu.
A pediatra também explicou aos jurados que a equipe do Barra D’Or não tinha condições técnicas de apontar a causa da morte naquela madrugada e que, por isso, o protocolo foi encaminhar o corpo para o Instituto Médico-Legal.
"A gente não tinha como atestar a causa da morte. Não havia condição técnica para isso naquele momento", disse.
Ao comentar a presença dos adultos que acompanhavam Henry no hospital, Maria Cristina afirmou que Monique Medeiros aparentava estar em estado de choque. Jairinho, segundo ela, permaneceu ao lado da então companheira durante o atendimento.
O depoimento está sendo prestado no terceiro dia do julgamento do caso Henry Borel. Além da assistência de acusação, ela já respondeu para a promotoria do Ministério Público e responde ainda para a defesa de Jairo Souza Santos Junior. Ainda falta responder para a defesa de Monique Medeiros.
Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado e tortura. Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão e de descumprimento do dever de proteção do filho. Ambos negam as acusações.
A expectativa é que o júri continue até os próximos dias com novos depoimentos de testemunhas e peritos antes da fase final de debates entre acusação e defesa e da decisão do Conselho de Sentença.
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