Ex-governador Claudio Castro postou vídeo nas redes sociais para anunciar que abandonou a pré-candidatura ao Senado diante das recentes acusações envolvendo o banqueiro Daniel VorcaroReprodução de vídeo
Publicado 28/05/2026 16:42
O ex-governador do Rio Cláudio Castro postou na tarde desta quinta-feira (28) um vídeo nas redes sociais para se defender das recentes acusações que envolvem ainda o nome do banqueiro Daniel Vorcaro - alvo de investigações da Polícia Federal - e também para anunciar a desistência à pré-candidatura no Senado nas eleições de 2026. 

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No pronunciamento, Castro afirmou que pretende concentrar esforços na própria defesa e negou qualquer irregularidade nas relações mantidas com Vorcaro.
"Jamais fugi de luta alguma. Mas também, eu tenho que entender que momento a gente vive, como são as coisas, em que momento elas estão da vida. Então resolvi retirar a minha candidatura ao Senado Federal. E resolvi tirá-la pra que eu possa me focar completamente na minha defesa", disse Castro.
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"Não tenho dúvida que as meias verdades cairão. Mas pra isso, eu preciso de tempo. Preciso cuidar dos meus filhos, da minha casa, da minha esposa, das pessoas que eu amo, das pessoas que estiveram comigo durante toda essa caminhada. Eu não tenho a menor dúvida da lisura de todos os atos", completou.
A desistência ocorre após duas operações da Polícia Federal atingirem o entorno político de Castro em um intervalo de menos de duas semanas. A mais recente investiga movimentações bilionárias do Rioprevidência envolvendo o Banco Master e fundos ligados à instituição financeira controlada por Vorcaro.

As investigações ganharam força após a divulgação de mensagens trocadas entre Castro e o banqueiro. Segundo relatórios da PF revelados pela imprensa, os diálogos citam encontros em restaurantes de luxo, além de despesas pagas por Vorcaro durante viagens internacionais. A defesa do ex-governador nega qualquer contrapartida indevida e sustenta que não houve prática ilegal.

Nos bastidores, dirigentes do Partido Liberal (PL) já consideravam a candidatura politicamente inviável diante do desgaste causado pelas investigações. A avaliação interna era de que a permanência de Castro na disputa poderia ampliar o impacto negativo sobre o projeto eleitoral do partido no Rio de Janeiro, especialmente em torno da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
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