Publicado 01/06/2026 17:36
Rio - A ONG Rio de Paz lamentou, nesta segunda-feira (1ª), a morte de uma criança de 12 anos, vítima de bala perdida enquanto brincava num parquinho próximo à casa onde morava, na Pavuna, Zona Norte, na tarde deste domingo (31). Fundador da organização, Antonio Carlos Costa recordou outras vítimas, se solidarizou com os familiares do menino e cobrou medidas ao Governo do Estado.
Publicidade"Desde 2007 contabilizamos esses casos e já são 125 vítimas de até 14 anos mortas por armas de fogo no estado do Rio, a maioria por bala perdida. O Rio de Paz manifesta sua profunda indignação e tristeza diante da morte de B. C. P. B., de 12 anos, atingido por uma bala perdida no dia 31 de maio de 2026. Ele brincava no parquinho do condomínio onde morava quando foi atingido. Até o momento, não se sabe de onde partiu o disparo que interrompeu sua vida", iniciou.
"A morte de B. soma-se à de outras duas crianças que perderam a vida este ano na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em circunstâncias semelhantes. Desde 2007, quando o Rio de Paz iniciou o levantamento desses casos, 125 crianças foram mortas por arma de fogo na Região Metropolitana. A maioria delas teve a vida interrompida por balas perdidas".
"Por trás desses números há famílias devastadas, sonhos destruídos e infâncias roubadas. Em sua maioria, as vítimas são crianças pobres, moradoras de comunidades, atingidas em confrontos envolvendo criminosos, operações policiais ou disputas armadas entre facções. A autoria dos crimes raramente é elucidada", continuou.
"O Rio de Paz tem afirmado ao longo dos anos que a morte de uma criança por bala perdida representa uma das faces mais hediondas da violência. Trata-se de um retrato doloroso do fracasso da sociedade e, sobretudo, do poder público em garantir aquilo que é mais básico: o direito à vida".
"É inadmissível que crianças não possam brincar, estudar, caminhar pelas ruas ou permanecer em suas próprias casas sem correr o risco de serem atingidas por disparos. Nenhuma sociedade pode considerar normal que meninos e meninas cresçam sob o som dos tiros e sob a ameaça permanente da morte", afirmou Antônio.
"Diante de mais essa tragédia, o Rio de Paz cobra do Governo do Estado do Rio de Janeiro a apresentação pública de um plano de segurança acompanhado de metas claras, indicadores objetivos e cronograma de execução. A população tem o direito de saber quais medidas serão adotadas para reduzir a violência armada, quais resultados se pretende alcançar e em que prazo esses resultados deverão aparecer".
"Expressamos nossa solidariedade aos familiares e amigos de B. C. P. B. Compartilhamos sua dor e renovamos nosso compromisso de manter viva a memória de cada criança vítima da violência armada. Nenhuma criança deveria morrer dessa forma", finalizou o fundador da ONG.
"A morte de B. soma-se à de outras duas crianças que perderam a vida este ano na Região Metropolitana do Rio de Janeiro em circunstâncias semelhantes. Desde 2007, quando o Rio de Paz iniciou o levantamento desses casos, 125 crianças foram mortas por arma de fogo na Região Metropolitana. A maioria delas teve a vida interrompida por balas perdidas".
"Por trás desses números há famílias devastadas, sonhos destruídos e infâncias roubadas. Em sua maioria, as vítimas são crianças pobres, moradoras de comunidades, atingidas em confrontos envolvendo criminosos, operações policiais ou disputas armadas entre facções. A autoria dos crimes raramente é elucidada", continuou.
"O Rio de Paz tem afirmado ao longo dos anos que a morte de uma criança por bala perdida representa uma das faces mais hediondas da violência. Trata-se de um retrato doloroso do fracasso da sociedade e, sobretudo, do poder público em garantir aquilo que é mais básico: o direito à vida".
"É inadmissível que crianças não possam brincar, estudar, caminhar pelas ruas ou permanecer em suas próprias casas sem correr o risco de serem atingidas por disparos. Nenhuma sociedade pode considerar normal que meninos e meninas cresçam sob o som dos tiros e sob a ameaça permanente da morte", afirmou Antônio.
"Diante de mais essa tragédia, o Rio de Paz cobra do Governo do Estado do Rio de Janeiro a apresentação pública de um plano de segurança acompanhado de metas claras, indicadores objetivos e cronograma de execução. A população tem o direito de saber quais medidas serão adotadas para reduzir a violência armada, quais resultados se pretende alcançar e em que prazo esses resultados deverão aparecer".
"Expressamos nossa solidariedade aos familiares e amigos de B. C. P. B. Compartilhamos sua dor e renovamos nosso compromisso de manter viva a memória de cada criança vítima da violência armada. Nenhuma criança deveria morrer dessa forma", finalizou o fundador da ONG.
Saiba mais
Segundo a Polícia Militar, equipes do 41º BPM (Irajá) foram acionados para uma ocorrência de disparo de arma de fogo na Rua Capitão Gouveia, na comunidade da Quitanda, na Pavuna. No local, populares informaram que a B. C. P. havia sido socorrido ao Hospital Santa Teresinha, em São João de Meriti, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso foi registrado na 39ª DP (Pavuna) e será encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que dá prosseguimento às investigações. Diligências estão em andamento para apurar a morte.
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