Publicado 02/06/2026 13:39 | Atualizado 02/06/2026 14:06
Rio - Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, contestou o depoimento da babá Thayná de Oliveira Ferreira e afirmou que não a obrigou a apagar mensagens sobre supostas agressões sofridas pelo filho. A acusada é interrogada nesta terça-feira (2) no Tribunal do Júri e disse, pela primeira vez, acreditar que Jairinho matou o filho.
PublicidadeEm depoimento neste domingo (31), Thayná revelou que foi instruída a mentir para sustentar uma versão favorável para Monique e Jairinho após a morte de Henry Borel. De acordo com a testemunha, ela recebeu recomendações para apagar conversas do celular e evitar comentários que comprometessem imagem dos acusados. Thayná atribuiu as orientações à Monique e disse que foi obrigada a falar que o relacionamento entre todos na residência era harmonioso.
Nesta terça, Monique afirmou que não pediu nada para a babá. "Não mandei a Thayná apagar mensagens. A Thayná é uma grande mentirosa. Por que eu mandaria a Thayná apagar prints se eu também tinha os prints no meu celular? Eu nunca mandei essa menina apagar essas mensagens. Se eu fosse tão impositiva assim, teria pegado o celular para apagar as mensagens ou pedido para mostrar as mensagens sendo apagadas", afirmou.
Dia da morte
A ré revelou que costumava tomar remédios à noite e que Jairinho dava esses medicamentos a ela. No dia 8 de março de 2021, data da morte de Henry Borel, ela acredita ter sido dopada pelo então namorado sem que ela soubesse. A depoente ainda afirma que estava sentindo certa confusão mental e ficou com dificuldades para entender o motivo do filho estar desacordado. Monique contou que foi até o quarto após o companheiro alertar que havia escutado um barulho. Segundo ela, Jairo afirmou que havia colocado o menino deitado na cama e que ele não estava respirando.
"Ele [Jairo] deu os remédios e disse que também tomaria, mas não vi se ele tomou. Fui até o quarto do Henry e o vi descoberto. Ele estava com a mãozinha e o pé gelados. Estava olhando para o nada. Eu não estava entendendo, tinha tomado remédio. No hospital, o Jairo disse que escutou um barulho e eu comecei a reproduzir isso. O Henry estava todo branquinho, não tinha marca nenhuma. Não passava nada na minha cabeça. Só pensava que o meu filho tinha caído da cama e estava desacordado. Não tinha nenhum indicativo que havia sido uma morte violenta. O hospital teria ligado para a polícia", discursou.
A mãe afirmou que não sabia de ferimentos e que não quis ver o corpo. A ré chorou ao lembrar do caso.
Ainda de acordo com Monique, ela só soube que Jairo não tinha tomado remédio para dormir quando uma ex-namorada revelou que conversava com o ex-vereador na madrugada da morte de Henry. Contudo, ao confrontá-lo, o homem negou a conversa.
"Eu realmente dei tapas no rosto dele e falei: 'Você matou meu filho'. Ele pegou uma bíblia, colocou a mão em cima e disse: 'Eu juro pelos meus três filhos mortos que eu nunca encostei um dedo no seu filho.' Hoje, eu creio que foi o Jairo", comentou.
Monique segue sendo interrogada no início desta tarde.
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