Publicado 02/06/2026 16:59 | Atualizado 02/06/2026 18:10
Rio - A Comissão de Negociação do Comando Unificado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) se reuniu, nesta terça-feira (2), com a equipe técnica da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para apresentar a pauta mínima da categoria e negociar o fim da greve, iniciada há dois meses.
PublicidadeAntes do encontro, servidores, estudantes e representantes da reitoria realizaram um ato público em frente à sede do Tribunal de Justiça do Rio, na Rua Erasmo Braga, no Centro. Os manifestantes levaram bandeiras e faixas criticando a demora nas negociações e defenderam mais investimentos na universidade, considerada uma das principais instituições públicas de ensino superior do estado.
Além de manter a paralisação, a Assembleia Docente realizada na última quinta-feira (28) aprovou uma pauta mínima para as negociações com o governo estadual. O documento reúne quatro reivindicações principais: recomposição salarial, adicional por tempo e desempenho, orçamento e auxílios.
A criação de um adicional por tempo e desempenho, que compensaria a quebra de isonomia provocada pela Lei Complementar nº 194/2021, é considerada uma das principais demandas do movimento grevista.
Segundo a Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), a legislação, sancionada em outubro de 2021, extinguiu os triênios para servidores civis e militares que ingressaram no serviço público estadual após a entrada em vigor da norma.
Além de manter a paralisação, a Assembleia Docente realizada na última quinta-feira (28) aprovou uma pauta mínima para as negociações com o governo estadual. O documento reúne quatro reivindicações principais: recomposição salarial, adicional por tempo e desempenho, orçamento e auxílios.
A criação de um adicional por tempo e desempenho, que compensaria a quebra de isonomia provocada pela Lei Complementar nº 194/2021, é considerada uma das principais demandas do movimento grevista.
Segundo a Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), a legislação, sancionada em outubro de 2021, extinguiu os triênios para servidores civis e militares que ingressaram no serviço público estadual após a entrada em vigor da norma.
Ao DIA, o presidente da Asduerj, Gregory Magalhães contou que durante a reunião a Secretaria colocou que há empecilhos jurídicos para o estabelecimento do adicional por tempo de serviço vinculado a desempenho, embora o impacto financeiro, técnico seja muito pequeno. "Então, tecnicamente eles consideram totalmente plausível e tecnicamente até simples de efetuar. Consideram o pleito justo. Porém, é preciso aprovar um projeto de lei na Alerj, e daí entram as complicações políticas", explica o Gregory.
Ainda segundo o representante, durante a reunião os estudantes colocaram em pauta a questão do transporte para conseguir chegar e sair da Uerj para estudar. "Os secretários se sensibilizaram com a proposta, mas isso exige suplementação orçamentária que nesse momento não é simples. Os secretários ficaram de dar um sinal verde até o dia 8 de junho para, depois, marcar uma nova reunião com o governador", disse.
Reunião com o governo
No dia 8 de maio, representantes dos docentes e técnicos da universidade participaram de uma reunião com o governador em exercício, Ricardo Couto, para discutir as reivindicações da greve, que afeta a Uerj desde março. O encontro aconteceu na sede do Tribunal de Justiça.
Na ocasião, segundo José Rodolfo, um dos representantes do movimento grevista, o governo estadual se comprometeu a ampliar o auxílio-alimentação pago aos servidores e informou que realizava estudos para apresentar, em até duas semanas, uma resposta sobre as parcelas pendentes da recomposição salarial reivindicada pelas categorias.
No dia 8 de maio, representantes dos docentes e técnicos da universidade participaram de uma reunião com o governador em exercício, Ricardo Couto, para discutir as reivindicações da greve, que afeta a Uerj desde março. O encontro aconteceu na sede do Tribunal de Justiça.
Na ocasião, segundo José Rodolfo, um dos representantes do movimento grevista, o governo estadual se comprometeu a ampliar o auxílio-alimentação pago aos servidores e informou que realizava estudos para apresentar, em até duas semanas, uma resposta sobre as parcelas pendentes da recomposição salarial reivindicada pelas categorias.
Paralisação
A paralisação envolve docentes e técnicos administrativos da Uerj, que cobram medidas contra a precarização das condições de trabalho nos campi da instituição. As categorias afirmam que acumulam perdas salariais ao longo dos últimos anos e apontam defasagem em relação à inflação, além do descumprimento de acordos firmados anteriormente com o governo estadual.
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