Publicado 03/06/2026 22:01
Rio - No último dia do julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pela morte do menino Henry Borel, nesta quarta-feira (3), a advogada Florence Rosa utilizou a tréplica para rebater os argumentos apresentados pelo Ministério Público no II Tribunal do Júri, no Centro do Rio. A defesa, ainda, pediu a absolvição da mãe da criança.
PublicidadeEm uma fala marcada por críticas à acusação, a defensora sustentou que não existem provas de que a ex-professora soubesse das agressões sofridas pelo menino e afirmou que ela está sendo julgada com base em preconceitos e na repercussão pública do caso.
Segundo a advogada, o MP dedicou grande parte da sustentação a discutir a vida pessoal de Monique, seus hábitos, roupas, rotina de academia, futebol, praia e o padrão de vida que teria levado ao relacionamento com Jairinho, sem apresentar elementos concretos que demonstrasse sua participação ou conhecimento dos crimes. Florence afirmou que a acusação tentou construir uma imagem negativa da ré e classificou essa estratégia como uma forma de violência de gênero.
A defensora também criticou o uso, pela acusação, de vídeos e conteúdos divulgados nas redes sociais, especialmente de especialistas que comentaram o caso na internet. Segundo ela, o processo deveria ser analisado exclusivamente com base nas provas produzidas nos autos e não em conteúdos publicados no Instagram ou em opiniões divulgadas para milhões de seguidores.
Durante a tréplica, a advogada sustentou que, ao longo dos dez dias de julgamento, nenhuma prova foi apresentada para demonstrar que a ré tinha conhecimento das agressões praticadas contra Henry. Ela afirmou que o MP se apoiou em interpretações e narrativas, mas não conseguiu comprovar que a mãe sabia do que acontecia dentro da residência.
A defesa voltou a destacar os relatos de violência psicológica e de controle exercidos por Jairinho durante o relacionamento. Segundo Florence, Monique também foi vítima de manipulação e agressões, o que teria dificultado sua percepção sobre os crimes praticados contra o filho. A advogada argumentou que a acusação ignorou esse contexto e concentrou os ataques na conduta da mãe.
Outro ponto explorado pela defesa foi a atuação da ex-babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira. Florence afirmou que a funcionária estava presente em momentos apontados pela acusação como episódios de tortura e que, por estar na residência, teria condições mais diretas de perceber eventuais agressões. A advogada questionou por que a babá não responde pelos mesmos fatos atribuídos a ex-professora e afirmou que a acusação adota critérios diferentes para pessoas que ocupavam posições semelhantes na rotina da criança.
A defensora também citou depoimentos de ex-companheiras de Jairinho que relataram episódios de violência envolvendo seus filhos. De acordo com ela, esses testemunhos demonstraram que outras mulheres também não conseguiram identificar agressões atribuídas ao ex-vereador durante os relacionamentos, o que reforçaria a tese de que Monique não tinha conhecimento do que acontecia com Henry.
Ao abordar especificamente as acusações de tortura, ela argumentou que não há provas de que Monique estivesse presente ou tivesse condições de impedir os fatos narrados pelo MP. A advogada alegou que, em diversos episódios citados pela acusação, a mãe estava fora de casa trabalhando, na praia ou em outras atividades, enquanto Henry permanecia sob os cuidados de terceiros.
Ela sustentou ainda que, se o entendimento fosse de que Monique falhou na proteção do filho, a discussão deveria ser sobre eventual negligência e não sobre omissão penalmente relevante nos crimes de tortura. Segundo a defesa, a acusação não conseguiu demonstrar que a ré tinha conhecimento das agressões e, mesmo assim, decidiu não agir.
Em um dos momentos mais emocionados da sustentação, Florence exibiu imagens de Monique com Henry e lembrou episódios da relação entre mãe e filho. A advogada afirmou que a ré também perdeu a criança e que sua dor foi ignorada durante os anos de repercussão do caso. Segundo ela, a população e as redes sociais transformaram a mãe do menino em alvo de julgamentos antecipados, especialmente após a divulgação de informações sobre sua ida a um salão de beleza poucos dias depois da morte do filho.
Ao encerrar a tréplica, a defesa pediu que os jurados deixassem de lado a pressão da opinião pública e analisassem apenas as provas produzidas durante o julgamento. Florence afirmou que não existe comprovação de que Monique tivesse ciência das agressões sofridas por Henry e pediu que os integrantes do Conselho de Sentença respondessem negativamente aos quesitos relacionados às acusações de tortura, absolvendo a ré.
Monique e Jairinho são julgados pela morte de Henry Borel, aos 4 anos, ocorrida na madrugada do dia de março de 2021, após dar entrada no Hospital Oeste D'Or, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. As investigações concluíram que o menino foi vítima de diversas agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o então namorado dela.
Segundo a advogada, o MP dedicou grande parte da sustentação a discutir a vida pessoal de Monique, seus hábitos, roupas, rotina de academia, futebol, praia e o padrão de vida que teria levado ao relacionamento com Jairinho, sem apresentar elementos concretos que demonstrasse sua participação ou conhecimento dos crimes. Florence afirmou que a acusação tentou construir uma imagem negativa da ré e classificou essa estratégia como uma forma de violência de gênero.
A defensora também criticou o uso, pela acusação, de vídeos e conteúdos divulgados nas redes sociais, especialmente de especialistas que comentaram o caso na internet. Segundo ela, o processo deveria ser analisado exclusivamente com base nas provas produzidas nos autos e não em conteúdos publicados no Instagram ou em opiniões divulgadas para milhões de seguidores.
Durante a tréplica, a advogada sustentou que, ao longo dos dez dias de julgamento, nenhuma prova foi apresentada para demonstrar que a ré tinha conhecimento das agressões praticadas contra Henry. Ela afirmou que o MP se apoiou em interpretações e narrativas, mas não conseguiu comprovar que a mãe sabia do que acontecia dentro da residência.
A defesa voltou a destacar os relatos de violência psicológica e de controle exercidos por Jairinho durante o relacionamento. Segundo Florence, Monique também foi vítima de manipulação e agressões, o que teria dificultado sua percepção sobre os crimes praticados contra o filho. A advogada argumentou que a acusação ignorou esse contexto e concentrou os ataques na conduta da mãe.
Outro ponto explorado pela defesa foi a atuação da ex-babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira. Florence afirmou que a funcionária estava presente em momentos apontados pela acusação como episódios de tortura e que, por estar na residência, teria condições mais diretas de perceber eventuais agressões. A advogada questionou por que a babá não responde pelos mesmos fatos atribuídos a ex-professora e afirmou que a acusação adota critérios diferentes para pessoas que ocupavam posições semelhantes na rotina da criança.
A defensora também citou depoimentos de ex-companheiras de Jairinho que relataram episódios de violência envolvendo seus filhos. De acordo com ela, esses testemunhos demonstraram que outras mulheres também não conseguiram identificar agressões atribuídas ao ex-vereador durante os relacionamentos, o que reforçaria a tese de que Monique não tinha conhecimento do que acontecia com Henry.
Ao abordar especificamente as acusações de tortura, ela argumentou que não há provas de que Monique estivesse presente ou tivesse condições de impedir os fatos narrados pelo MP. A advogada alegou que, em diversos episódios citados pela acusação, a mãe estava fora de casa trabalhando, na praia ou em outras atividades, enquanto Henry permanecia sob os cuidados de terceiros.
Ela sustentou ainda que, se o entendimento fosse de que Monique falhou na proteção do filho, a discussão deveria ser sobre eventual negligência e não sobre omissão penalmente relevante nos crimes de tortura. Segundo a defesa, a acusação não conseguiu demonstrar que a ré tinha conhecimento das agressões e, mesmo assim, decidiu não agir.
Em um dos momentos mais emocionados da sustentação, Florence exibiu imagens de Monique com Henry e lembrou episódios da relação entre mãe e filho. A advogada afirmou que a ré também perdeu a criança e que sua dor foi ignorada durante os anos de repercussão do caso. Segundo ela, a população e as redes sociais transformaram a mãe do menino em alvo de julgamentos antecipados, especialmente após a divulgação de informações sobre sua ida a um salão de beleza poucos dias depois da morte do filho.
Ao encerrar a tréplica, a defesa pediu que os jurados deixassem de lado a pressão da opinião pública e analisassem apenas as provas produzidas durante o julgamento. Florence afirmou que não existe comprovação de que Monique tivesse ciência das agressões sofridas por Henry e pediu que os integrantes do Conselho de Sentença respondessem negativamente aos quesitos relacionados às acusações de tortura, absolvendo a ré.
Monique e Jairinho são julgados pela morte de Henry Borel, aos 4 anos, ocorrida na madrugada do dia de março de 2021, após dar entrada no Hospital Oeste D'Or, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. As investigações concluíram que o menino foi vítima de diversas agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o então namorado dela.
A acusação sustenta que o ex-vereador foi o autor das agressões que causaram a morte da criança e que Monique tinha conhecimento dos maus-tratos sofridos pelo filho, deixando de agir para protegê-lo. A defesa da mãe, por sua vez, afirma que ela também foi vítima de violência e manipulação e que jamais soube das agressões praticadas contra Henry.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.