Publicado 19/06/2026 09:22 | Atualizado 19/06/2026 09:34
Rio - Policiais civis realizam uma operação, na manhã desta sexta-feira (19), para encontrar acusados de torturar e matar um adolescente, de 14 anos, na comunidade Cesar Maia, em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste. Até o momento, um homem foi preso.
PublicidadeA Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) identificou que a vítima esteve na comunidade, em 29 de março, na companhia de dois amigos, para encontrar a namorada de um deles. Quando deixavam o local, um grupo de criminosos armados os abordaram e os levaram de volta ao interior da Cesar Maia.
Segundo a especializada, os três jovens foram submetidos a uma sessão de tortura. Dois deles conseguiram escapar, mas o adolescente de 14 anos, morador de Senador Camará, permaneceu desaparecido. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado esquartejado, em Guaratiba.
A partir da investigação, que incluiu a realização de oitivas, diligências de campo e análise de informações de inteligência, agentes identificaram quatro adultos como responsáveis diretos do crime, além do envolvimento de um adolescente. Com base nas provas reunidas, a DHC representou pela prisão do grupo e apreensão do jovem.
Diogo Paixão Barbosa foi preso em Madureira, na Zona Norte. Os policiais seguem nas ruas para prender Joanata da Silva Ramos - conhecido como Beiço e Beição -, Miguel Ferreira Salvo e Victor Tavares Vieira, além de apreender o adolescente envolvido.
De acordo com a Civil, todos são envolvidos com o Comando Vermelho. As diligências desta sexta ocorrem nas comunidades Cesar Maia, Coroado e Fontela, também em Vargem Pequena.
Base operacional
Durante as diligências, a DHC identificou a Cesar Maia como uma das principais bases operacionais da facção para expandir a sua atuação pelas zonas Oeste e Sudoeste. De acordo com os agentes, a região vem sendo utilizada como ponto estratégico para planejamento, abrigo e fuga de criminosos envolvidos em ataques e homicídios registrados na região.
As apurações também revelaram conexões entre integrantes da comunidade e outros crimes que ocorreram na capital. Entre eles, o assassinato do policial civil João Pedro Marquini, em março de 2025. Traficantes do Comando Vermelho, que voltavam de um ataque a grupos milicianos em Santa Cruz, tentaram roubar os automóveis do agente e de sua mulher. Ele foi executado no local e os criminosos fugiram em direção à Cesar Maia, onde deixaram o carro utilizado no crime.
Outro caso foi a morte do casal Ygor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, que estava grávida, em abril deste ano, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Na ocasião, traficantes confundiram ambas as vítimas com milicianos e os executaram a tiros.
As apurações também revelaram conexões entre integrantes da comunidade e outros crimes que ocorreram na capital. Entre eles, o assassinato do policial civil João Pedro Marquini, em março de 2025. Traficantes do Comando Vermelho, que voltavam de um ataque a grupos milicianos em Santa Cruz, tentaram roubar os automóveis do agente e de sua mulher. Ele foi executado no local e os criminosos fugiram em direção à Cesar Maia, onde deixaram o carro utilizado no crime.
Outro caso foi a morte do casal Ygor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, que estava grávida, em abril deste ano, na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Na ocasião, traficantes confundiram ambas as vítimas com milicianos e os executaram a tiros.
Nos dois casos, as investigações da DHC apontaram que os autores tinham ligação com a estrutura instalada na César Maia. Em outros homicídios ocorridos na região de Guaratiba, área com atuação de grupo miliciano, os agentes constataram indícios de que os crimes foram praticados por traficantes do CV, que se utilizam da Cesar Maia como base para os ataques.
Além de buscar a responsabilização dos envolvidos no assassinato do adolescente, a operação desta sexta mira a organização criminosa atuante na comunidade.
Além de buscar a responsabilização dos envolvidos no assassinato do adolescente, a operação desta sexta mira a organização criminosa atuante na comunidade.
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