Publicado 22/06/2026 20:29 | Atualizado 22/06/2026 20:43
Rio – Uma turista colombiana foi indiciada por injúria racial contra um capoeirista. O crime aconteceu durante uma apresentação na Rocinha, Zona Sul, quando ela ofereceu uma banana para o lutador. A Polícia Civil também solicitou a inclusão do nome da mulher na lista vermelha da Interpol.
PublicidadeO episódio aconteceu no dia 26 de maio, durante uma atividade de um projeto social de capoeira na Rocinha, Zona Sul. Segundo a investigação da 11ª DP (Rocinha), após a apresentação de atletas locais para um grupo de turistas estrangeiros, um dos participantes iniciou a tradicional prática de "passar o chapéu". A colombiana teria retirado uma banana da bolsa e a direcionado ao capoeirista.
De acordo com a polícia, a mulher deixou o Brasil no dia seguinte, em 27 de maio, o que levantou a suspeita de tentativa de fuga para evitar responsabilização criminal. O caso só foi comunicado formalmente à delegacia no dia 28 de maio, quando foram iniciadas as diligências de identificação.
Com base em trabalhos de inteligência e análise de informações, os agentes conseguiram qualificar a investigada e confirmar que ela retornou à Colômbia logo após o episódio. A partir disso, a polícia concluiu o inquérito e formalizou o indiciamento por injúria racial.
Além do indiciamento, a Polícia Civil também pediu que o nome da suspeita seja incluído na difusão vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização de foragidos ou investigados em outros países.
O caso repercutiu entre moradores da Rocinha e participantes do projeto social, que relataram que a apresentação tinha caráter cultural e de integração com turistas que visitavam a comunidade na ocasião. Após o caso, a agência de turismo que trouxe a colombiana repudiou o ocorrido.
"Reafirmamos que não nos omitiremos, não toleramos e repudiamos qualquer tipo de discriminação. O racismo é uma violência injustificável que atenta contra a dignidade humana e contra tudo o que acreditamos", afirmou.
Relembre
No início deste ano, Agostina Paez, 29 anos, foi indiciada pelo mesmo crime. Na ocasião, a argentina imitou um macaco e proferiu ofensas contra funcionários de um bar na Zona Sul. Ela chegou a ser presa em fevereiro, mas foi solta no mesmo dia.
De acordo com a polícia, a mulher deixou o Brasil no dia seguinte, em 27 de maio, o que levantou a suspeita de tentativa de fuga para evitar responsabilização criminal. O caso só foi comunicado formalmente à delegacia no dia 28 de maio, quando foram iniciadas as diligências de identificação.
Com base em trabalhos de inteligência e análise de informações, os agentes conseguiram qualificar a investigada e confirmar que ela retornou à Colômbia logo após o episódio. A partir disso, a polícia concluiu o inquérito e formalizou o indiciamento por injúria racial.
Além do indiciamento, a Polícia Civil também pediu que o nome da suspeita seja incluído na difusão vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localização de foragidos ou investigados em outros países.
O caso repercutiu entre moradores da Rocinha e participantes do projeto social, que relataram que a apresentação tinha caráter cultural e de integração com turistas que visitavam a comunidade na ocasião. Após o caso, a agência de turismo que trouxe a colombiana repudiou o ocorrido.
"Reafirmamos que não nos omitiremos, não toleramos e repudiamos qualquer tipo de discriminação. O racismo é uma violência injustificável que atenta contra a dignidade humana e contra tudo o que acreditamos", afirmou.
Relembre
No início deste ano, Agostina Paez, 29 anos, foi indiciada pelo mesmo crime. Na ocasião, a argentina imitou um macaco e proferiu ofensas contra funcionários de um bar na Zona Sul. Ela chegou a ser presa em fevereiro, mas foi solta no mesmo dia.
Em março, a advogada recebeu autorização de voltar ao país de origem após pagar o valor referente a 60 salários mínimos, aproximadamente R$ 97 mil.
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