Desabamento na Ilha do Governador matou duas meninas, de 4 e 11 anosÉrica Martin / Agência O Dia
Publicado 25/06/2026 16:17 | Atualizado 25/06/2026 18:09
Rio - Moradores da comunidade Praia da Rosa, no Tauá, na Ilha do Governador, Zona Norte, viveram um verdadeiro filme de terror na manhã desta quinta-feira (25). Um imóvel de três andares desabou e matou as irmãs, identificadas como A.A.L.M., 4 anos, e V.A.L.M., 11.
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"Pareceu um filme de terror. Estava saindo para levar meu filho para a creche quando estremeceu tudo. Achei que fosse um terremoto. Só vi aquele fumaceiro cor de tijolo, tudo desabando e o pessoal gritando por socorro. Moro aqui há 28 anos e esse era meu caminho. Conhecia a família das meninas. Eles compraram essa casa há pouco tempo, com tanto esforço. Sempre foram trabalhadores. Ela era a melhor mãe que eu podia ver", relata Monique Gomes de Oliveira a O DIA.

Segundo informações iniciais, as duas meninas estavam sozinhas em casa no momento do desabamento. De acordo com o morador Rafael Campos, os pais das crianças trabalhavam em turnos diferentes.

"Foi naquele intervalo de cinco minutinhos. Um trabalhava à noite e o outro de dia. A mulher chegou e ele saiu. Ela foi à padaria. A mãe veio para casa e, quando chegou, estava tudo desmoronado", conta.
Para Márcia Amador, que vive no local há mais de 30 anos, o susto foi multiplicado, já que a nora e o neto dela, de 5 anos, também ficaram encurralados pelos escombros. Felizmente, nenhum dos dois se machucou.

"Acordei por volta das 7h e sentei no sofá. Foi quando eu escutei a explosão. Olhei da varanda e vi o fumaceiro subindo. Comecei a gritar, porque a casa que caiu afetou a do meu filho. Minha nora e meu neto ficaram encurralados. O Corpo de Bombeiros veio muito rápido. Infelizmente já não dava mais tempo para salvar as irmãzinhas. Foi muito triste, outra coisa é viver isso, que nunca aconteceu aqui”, diz.

Nora de Márcia, Larissa dos Santos conta que tudo aconteceu muito rápido. "A gente só escutou um estrondo. Quando fui olhar, vi um clarão. Até achei que fosse um raio que caiu no poste, mas, logo depois, veio a fumaça dos escombros e vi que a casa da frente tinha desabado. Eu corri para a sala, depois fui para o quarto e comecei a pedir socorro. Eu não sabia qual era a real situação aqui fora. Eu e meu filho ficamos encurralados, presos dentro de casa. Não tinha saída, não tinha janela… Só via fumaça e muita poeira", narra.

Cerca de 50 militares atuaram na ocorrência, que durou aproximadamente cinco horas. Bombeiros do Quartel da Ilha do Governador (19° GBM), do Grupo de Operações Especiais (Goesp) e do Grupamento de Busca e Resgate com Cães (GBRESC) trabalharam no resgate, com o emprego de viaturas e equipamentos especializados. Além de Larissa e do filho, um cachorro também foi salvo.

Segundo o subsecretário da Defesa Civil, Rodrigo Gonçalves, apenas o prédio de três andares que desabou foi interditado. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) acompanhou as buscas desde o início da manhã. Durante a tarde, o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, emitiu uma nota de pesar

Por volta de 13h30, os corpos das vítimas foram removidos pelos bombeiros e encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio. O caso será investigado pela 37ª DP (Ilha do Governador).
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