Publicado 30/06/2026 13:42 | Atualizado 30/06/2026 15:17
Rio - A greve dos rodoviários foi mantida na tarde desta terça-feira (30), após audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro. A decisão gerou confusão e manifestação por parte dos trabalhadores que estavam no local. Ao menos 15 coletivos acabaram vandalizados. Segundo o sindicato, uma nova assembleia ocorrerá na próxima segunda-feira (6).
Publicidade"Não houve acordo durante a audiência de conciliação ocorrida na manhã de hoje no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-1) entre o Sindicato dos Rodoviários e representantes do Rio Ônibus, diante disso a categoria decidiu manter a greve até que haja uma nova proposta", disse o sindicato em nota.
Já o Rio Ônibus alega que durante a audiência foi aprovada uma proposta do próprio TRT prevendo, entre outros pontos, a suspensão imediata da greve: "Infelizmente, o acordo não foi cumprido pelo Sindicato dos Rodoviários, que decidiu pelo prosseguimento da paralisação. Como consequência, grevistas mais exaltados criaram tumulto no Centro da cidade, vandalizando mais de 15 ônibus e agredindo rodoviários que estavam trabalhando. O Rio Ônibus repudia qualquer ato de violência e reforça que a população carioca não pode continuar sendo prejudicada".
Logo após a reunião, participantes do movimento protestaram na Avenida Presidente Antônio Carlos, uma das principais. Na região, ônibus foram invadidos, tiveram as chaves retiradas da ignição e passageiros tiveram que ser obrigados a descer dos veículos. A Polícia Militar precisou ser acionada e atua no local.
Momentos antes, o sindicato realizou uma votação em que havia optado pelo estado de greve, ou seja, os rodoviários voltariam ao trabalho até a próxima reunião. A proposta, no entanto, gerou revolta por parte dos trabalhadores, que decidiram continuar com a paralisação. Por conta disso, uma segunda votação manteve a greve.
Momentos antes, o sindicato realizou uma votação em que havia optado pelo estado de greve, ou seja, os rodoviários voltariam ao trabalho até a próxima reunião. A proposta, no entanto, gerou revolta por parte dos trabalhadores, que decidiram continuar com a paralisação. Por conta disso, uma segunda votação manteve a greve.
Durante a assembleia no TRT, as empresas de ônibus não atenderam às reivindicações da categoria e pediram uma trégua no movimento até segunda (6). Na ocasião, o presidente do Rio Ônibus chegou a oferecer 4,39% de reajuste salarial, afirmando que não haveria contraproposta, citando dificuldades financeiras e a perda de subsídios que impedem um valor maior.
O Sindicato dos Rodoviários, no entanto, propôs uma divisão do reajuste, com 8% imediatamente e 8,3% em novembro deste ano. Porém, a proposta não foi aceita.
O Sindicato dos Rodoviários, no entanto, propôs uma divisão do reajuste, com 8% imediatamente e 8,3% em novembro deste ano. Porém, a proposta não foi aceita.
Veja quais são as reivindicações
- Salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados
- Salário de R$ 4 mil para os demais motoristas
- Fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT
- Tíquete alimentação de mil reais,
- Jornada de trabalho 5x2,
- Manutenção do passe livre para a categoria
- Indenização dos 30 minutos do intervalo almoço,
- Plano de saúde e odontológico.
- Salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados
- Salário de R$ 4 mil para os demais motoristas
- Fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT
- Tíquete alimentação de mil reais,
- Jornada de trabalho 5x2,
- Manutenção do passe livre para a categoria
- Indenização dos 30 minutos do intervalo almoço,
- Plano de saúde e odontológico.
Passageiros enfrentam transtornos
Com dois dias de greve, passageiros enfrentam uma série de transtornos com longas filas e terminais lotados desde segunda (29). Segundo o Rio Ônibus, apenas 1400 coletivos circulam pelo município.
Já a Mobi-Rio informa que dos 541 articulados projetados para operar na hora pico nesta terça-feira (entre 6h e 7h), um total de 361 estavam em circulação. Esse número representa 67% da operação programada.
Desde o início da paralisação, a Justiça do Trabalho reconheceu a legalidade da greve, mas determinou que seja mantida, no mínimo, 50% da frota de ônibus em operação, por linha e itinerário.
A prefeitura da cidade orienta a população para que dê preferência ao deslocamento por metrô, trens e barcas, serviços que operam normalmente e representam alternativas para o deslocamento no município.
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