Marcos Vinicius Moura da Silva foi preso por agentes da DHBFReprodução
Publicado 03/07/2026 12:23
Rio - A Polícia Civil prendeu, na manhã desta sexta-feira (3), o suspeito de ter planejado a invasão à casa de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, ocorrida em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em junho. A criança morreu depois de ser baleada na cabeça. Marcos Vinicius Moura da Silva, o Marquinho, estava com um mandado de prisão em aberto pelo homicídio de um policial militar.
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Durante a investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), testemunhas relataram, em depoimentos, que a invasão à residência, localizada no bairro Rodilândia, foi orquestrada por traficantes do Comando Vermelho. O objetivo era roubar bens e executar o pai da menina.
A apuração identificou que Marcos Vinicius atuou ativamente para a realização do crime, agindo como autor intelectual e fornecedor de informações logísticas para os traficantes.
Antigo morador da região, o suspeito teria vendido informações à cúpula do tráfico do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, afirmando que o pai de Eduarda seria um importante miliciano de Austin, outro bairro de Nova Iguaçu. Ele teria avisado os traficantes visando ajudar a política expansionista da facção na Baixada.
Segundo a Civil, além de indicar o alvo, Marcos foi responsável por fornecer informações sobre a residência e recrutou criminosos para participarem da empreitada. Ao menos, quatro homens invadiram o local. Eduarda foi baleada na cabeça, chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu.
A investigação apurou que o suspeito compareceu na residência, um dia após a invasão, sob o pretexto de prestar condolências à família. A corporação explicou que o fato causou estranheza nos pais, pois ele não aparecia na região desde que foi acusado de matar um policial militar, em fevereiro de 2025. O intuito da visita seria verificar o nível de conhecimento da família acerca de sua participação no crime.
Além de Marcos, a DHBF já identificou dois suspeitos. Jefferson Bruno da Silva Oliveira, o Teteco, foi encontrado morto a tiros um dia depois do ataque à casa de Eduarda. Para a especializada, a morte evidencia uma possível "queima de arquivo".
Os policiais também apuraram a participação de Fernando Henrique Moreth Neves, que encontra-se foragido da Justiça.
Mandado de prisão
Marquinho estava com um mandado de prisão em aberto por participar do homicídio do policial militar Marco Antônio da Silva Canto, de 42 anos, executado a tiros na saída da boate Malibu Night Club (antiga Dutra em Chamas), localizada nas margens da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), no bairro Inconfidência, em Nova Iguaçu, em fevereiro de 2025.
Na época, a Polícia Militar informou que o agente, que estava de folga, se desentendeu com um homem na porta da casa noturna. 
Depois do assassinato, o acusado se escondeu no Complexo do Alemão. Ele foi encontrado nesta sexta em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
A reportagem procura a defesa dos homens. O espaço está aberto para manifestação.
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