Luiz Gustavo foi levado à sede da Decon para prestar esclarecimentosReprodução
Publicado 06/07/2026 09:51 | Atualizado 06/07/2026 12:22
Rio - A Delegacia do Consumidor (Decon) realizou, na manhã desta segunda-feira (6), uma operação contra um esquema de manipulação de resultados em jogos de futebol e lavagem de dinheiro. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em Bangu, na Zona Oeste. O jogador Luiz Gustavo Lopes dos Santos foi conduzido à unidade para prestar esclarecimentos.
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De acordo com a Polícia Civil, o atleta é investigado por, supostamente, beneficiar terceiros ao receber um cartão amarelo, de forma intencional, durante uma partida do Campeonato Carioca deste ano. A conduta teria sido utilizada para favorecer apostas esportivas.
Luiz Gustavo jogou o torneio pela Portuguesa da Ilha do Governador, equipe da Zona Norte do Rio. Na época, a Lusa afirmou que afastou o jogador das atividades após tomar conhecimento das investigações e disse que estava à disposição das autoridades competentes, colaborando integralmente para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos.
Nesta segunda, a equipe esclareceu que o atleta foi desligado em fevereiro deste ano. "A Associação Atlética Portuguesa reafirma que sempre atuou com responsabilidade, transparência, ética e respeito às instituições, colaborando desde o primeiro momento com os órgãos competentes e adotando, internamente, todas as providências que lhe cabiam. O clube reitera seu compromisso com a integridade esportiva, o cumprimento das leis e a defesa dos valores que norteiam sua história, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos", diz o texto.
Em junho, o atleta foi suspenso por um ano do esporte, em decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Rio (TJD/RJ).
Nas redes sociais, Luiz Gustavo negou participação nesse esquema criminoso. "Quem conhece está ligado na minha índole. Tive minha carreira toda limpa. Não ia ser agora que ia fazer. Não tenho culpa que apostaram em mim. Não fiz nada disso que estão falando. Vão ter que provar na Justiça", disse.
A ação desta segunda fez parte da terceira fase da Operação VAR. A investigação começou em 2024, após uma denúncia da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), que apontou indícios de fraudes em diversas partidas da Série B1 do Campeonato Carioca sub-20.
As apurações continuam para identificar envolvidos no esquema criminoso, aprofundar a apuração sobre a atuação de cada um e reunir novos elementos que corroborem a responsabilização de todos.
O delegado Wellington Vieira, titular da Decon, destacou que a especializada descobriu que apostadores usam CPFs de outras pessoas para as apostas.
"Uma coisa que a gente tem notado são pessoas que alugam o CPF, ou seja, o dono da conta não é o apostador efetivo. É mais uma maneira de tentar esconder a identidade dos reais apostadores. Mais importantes que os jogadores, é partir para outras pessoas, por exemplo, influenciador digital que dá dicas de futebol e de apostas. É uma coisa que a gente tem que olhar com muito carinho", contou.
A reportagem tenta contato com a Ferj. O espaço está aberto para manifestação.
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