Publicado 07/07/2026 15:19 | Atualizado 07/07/2026 16:52
Rio - Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (7) por posse ilegal de arma de calibre restrito. Ele acabou detido durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
PublicidadeSegundo a PF, agentes encontraram um fuzil .556 no carro de Canella, que estava em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Outras armas, munições e relógios de luxo foram apreendidos na residência. O ex-prefeito é apontado como braço político de um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis, na Região Metropolitana, para lavar dinheiro. De acordo com as investigações, há participação de agentes públicos no esquema, que já movimentou R$ 7,6 bilhões.
Inicialmente, o político havia sido levado para a Superintendência da PF, na Zona Portuária, para prestar depoimento. No entanto, com a localização do armamento, ele acabou sendo detido em flagrante. Procurada, a defesa de Márcio Canella informou que os advogados ainda não tiveram acesso ao processo e, por isso, não podem se manifestar neste momento.
Também foi alvo da ação de hoje o ex-secretário de Polícia Civil, delegado Marcus Amim. Ele é ex-chefe de segurança na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões aconteceu nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF. Além de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que poderão surgir no decorrer das investigações.
A ação desta terça se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa à desarticulação de organizações criminosas atuantes no Estado do Rio, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635.
A ação desta terça se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa à desarticulação de organizações criminosas atuantes no Estado do Rio, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil informou que a Corregedoria-Geral da instaurou uma investigação disciplinar para apurar os fatos. A corporação também afirmou que "acompanha o caso de perto e reafirma que não compactua com eventuais desvios de conduta".
A Polícia Civil segue destacando que possui mecanismos de controle interno "voltados à apuração de irregularidades e colabora com os demais órgãos sempre que necessário" e que mantém um compromisso "com a legalidade, a transparência e a correta prestação do serviço público à sociedade".
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