Publicado 09/07/2026 06:51 | Atualizado 09/07/2026 07:58
Rio - Jeander Vinicius Da Silva Braga, acusado pela morte do ator Jeff Machado, em 2023, foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos aos animais. O outro réu, Bruno de Souza Rodrigues, que planejou e executou o assassinato, irá a júri popular em dezembro.
PublicidadeO julgamento de Jeander começou no fim da manhã de quarta-feira (8) e se estendeu até a madrugada desta quinta (9), no I Tribunal do Júri da Capital.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu para ocultar um esquema de estelionato, no qual a vítima foi enganada com um papel em uma novela em troca de quantias que ultrapassaram R$ 30 mil. Na ocasião, agentes encontraram o corpo do artista com sinais de violência enterrado dentro de um baú a dois metros de profundidade e coberto de concreto, em uma kitnet alugada anteriormente por Bruno.
Jeander está preso desde 2 de junho de 2023, quando acabou detido em uma ação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros.
"O apenado não faz jus ao direito de apelar em liberdade, pois se encontra preso e assim precisa permanecer, pois, uma vez em liberdade, poderá tentar se esquivar da aplicação da lei penal, agora mais certa do que antes dessa sentença condenatória, ainda que recorrível. A gravidade concreta dos delitos perpetrados nas circunstâncias analisadas denota a maior periculosidade do condenado e o risco à coletividade", diz um trecho da sentença.
Julgamento
O primeiro a depor no julgamento, presidido pela juíza Alessandra Roidis, foi o inspetor da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Igor Rodrigues Bello, principal responsável pelas investigações. Inicialmente, estavam previstas 12 testemunhas. No entanto, uma não compareceu e outras duas foram dispensadas. Entre os depoentes estavam o inspetor Igor Bello; o policial civil da DDPA, André Rosa Alves, que falou sobre as provas técnicas da investigação; a mãe de Jeff, Maria das Dores Machado e o irmão da vítima, Diego Machado Costa.
No início do interrogatório, por volta das 17h, Jeander narrou, da perspectiva dele, os acontecimentos do dia do assassinato de Jeff Machado aconteceu. Em seguida, foram iniciados os debates.
"O apenado não faz jus ao direito de apelar em liberdade, pois se encontra preso e assim precisa permanecer, pois, uma vez em liberdade, poderá tentar se esquivar da aplicação da lei penal, agora mais certa do que antes dessa sentença condenatória, ainda que recorrível. A gravidade concreta dos delitos perpetrados nas circunstâncias analisadas denota a maior periculosidade do condenado e o risco à coletividade", diz um trecho da sentença.
Julgamento
O primeiro a depor no julgamento, presidido pela juíza Alessandra Roidis, foi o inspetor da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Igor Rodrigues Bello, principal responsável pelas investigações. Inicialmente, estavam previstas 12 testemunhas. No entanto, uma não compareceu e outras duas foram dispensadas. Entre os depoentes estavam o inspetor Igor Bello; o policial civil da DDPA, André Rosa Alves, que falou sobre as provas técnicas da investigação; a mãe de Jeff, Maria das Dores Machado e o irmão da vítima, Diego Machado Costa.
No início do interrogatório, por volta das 17h, Jeander narrou, da perspectiva dele, os acontecimentos do dia do assassinato de Jeff Machado aconteceu. Em seguida, foram iniciados os debates.
A audiência de julgamento de Bruno está prevista para ser realizada no dia 10 de dezembro, já que o processo foi desmembrado. Ele também permanece preso.
Relembre o caso
Relembre o caso
O ator foi morto em 23 de janeiro de 202. Dias depois, familiares registraram seu desaparecimento, depois de estranharem a falta de informações e contatos feitos por ele. A Polícia Civil conseguiu identificar a participação de Bruno e Jeander no crime e, junto com o MPRJ representaram pelas prisões, que foram decretadas pela Justiça do Rio e cumpridas em junho.
O inquérito apontou que Bruno dizia ser produtor de uma emissora de televisão e prometeu um papel em uma novela para Jeff, que pagou R$ 25 mil para conseguir a vaga. O ator percebeu que estava sendo enganado e, por não conseguir mais manter a farsa, o acusado decidiu matá-lo.
Segundo a Polícia Civil, a vítima chegou a ser estrangulada com um fio de telefone, após ser dopada e asfixiada. O corpo foi transportado por Jeander para uma casa em Campo Grande, alugada por Bruno em dezembro de 2022, exclusivamente para ocultar o cadáver da vítima.
Jeander também foi o responsável por abrir o buraco onde o baú com o cadáver foi enterrado. Para encobrir o assassinato, Bruno usou o celular do artista e se passou por ele para manter contato com a mãe e amigos, além de ter feito publicações falsas em suas redes sociais.
Após o assassinato, os oito cachorros de Jeff foram levados para um centro espírita, no bairro Palmares, em Santa Cruz, na Zona Oeste, onde ficaram em condições de maus-tratos físicos e psicológicos. Depois, os animais foram abandonados na rua, o que despertou atenção dos parentes e amigos da vítima.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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