Publicado 09/07/2026 12:39 | Atualizado 09/07/2026 13:07
Rio - A lei que institui a Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha, no Centro do Rio, foi sancionada nesta quinta-feira (9). O projeto, que também abrange o entorno do Sambódromo, áreas do Estácio, Cidade Nova, Catumbi e adjacências, conta com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão. O objetivo é impulsionar moradia, desenvolvimento urbano e requalificação da região.
PublicidadeO Prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, esteve presente no evento que marcou a sanção, e falou sobre a importância da intervenção, devido a degradação que o local histórico sofreu ao longo dos anos. "A verdade é que a Praça Onze tem pouquíssimos moradores. E infelizmente, essa região aqui no entorno do Sambódromo é a que tem o pior indicador de progresso social da nossa cidade", iniciou Cavaliere.
"Os poucos moradores que vivem na Praça Onze muitos deles estão em condições degradantes, [...] em uma realidade muito distinta da que a gente espera para qualquer bairro da cidade. [...] A gente está pisando num lugar único da nossa história, não só do Rio, [...] mas do Brasil e do mundo", complementou o prefeito.
Secretário Municipal de Cultura, Lucas Padilha também ressaltou a importância do projeto para a revitalização da região. "Ela era muito mais que uma praça. A demolição [de parte dela foi o] preço da modernidade. Tivemos a destruição da Praça Onze para construção da [Avenida] Presidente Vargas. E desde então, demorou 80 anos para um [prédio] residencial ser construído na Presidente Vargas. Então, esse retorno de olhar para o centro como um lugar para morar, para viver e para visitar... Não existe revitalização sem habitação, sem comércio, sem turismo", disse Padilha.
O evento, ainda, contou com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante, e do presidente do Arquivo Geral da Cidade do Rio (AGCRJ), Elizeu Santiago.
Entre as principais intervenções previstas estão a demolição do Elevado 31 de Março, criação do Boulevard do Samba e Biblioteca dos Saberes, integração viária e requalificação do Sambódromo. O projeto, aprovado na Câmara Municipal em maio, também prevê mecanismos para atrair investimentos privados, como autorização para construções maiores mediante contrapartidas urbanísticas, além de parcerias público-privadas, incentivos fiscais e transferência de potencial construtivo para outras regiões da cidade.
*Colaborou Érica Martin
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