Publicado 10/07/2026 11:46
Rio - O novo furto de parte da estátua do Curumim da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, preocupa moradores e trabalhadores da região, que revelam o aumento de delitos do tipo. O monumento, que passou recentemente por uma extensa restauração, teve o arco e a placa informativa quebrados apenas 20 dias depois de retornar ao local.
PublicidadeAo DIA, a publicitária Marcela Nigri, de 50 anos, lamentou o novo furto e cobrou mais ações de fiscalização.
“Venho sempre aqui. É um momento de calma, de relax. É uma pena esse novo vandalismo. Ao invés das pessoas apreciarem isso, elas roubam para fazer não sei o quê e a gente tem sempre que recolocar patrimônio aqui. Poderia ter uma fiscalização mais acirrada aqui. É um espaço público que não é resguardado”, diz.
Segundo o treinador Carlos Eduardo Brito, 51, da equipe master do remo do Vasco da Gama, cuja sede náutica fica em frente ao monumento, o número de furtos de materiais metálicos tem crescido na região. Até o clube já foi vítima.
“A estátua foi levada para reformar, trouxeram ela novinha e logo arrancaram a parte de cima do arco. Depois arrancaram a parte de baixo. O problema é que a luz clareia a rampa, mas não clareia o monumento. O que mais atrapalha é esse mato alto. Se não tivesse o bambu, eu acho que favorecia todo mundo e ajudaria a tomar conta. E até aqui no Vasco, se a gente deixar qualquer coisa de alumínio, de ferro, os cracudos arrancam. Já levaram todos os trilhos de alumínio que tinham aqui no remo. Agora, quando a gente vai usar, coloca e tira. É mais trabalhoso, mas é o que temos que fazer”, conta.
De acordo com o administrador da sede náutica do Vasco da Gama, Marcos Almeida, 58, a equipe de segurança do clube já presenciou uma situação aterrorizante. De acordo com ele, criminosos armados se passaram por equipes de prestação de serviço para furtar cabos.
“Toda hora estão acontecendo furtos. Eles já não têm medo, pelo contrário. A nossa equipe de segurança já presenciou aqui, abrindo a garagem por volta das 4h30, [os criminosos] pendurados com escadas, como se fossem funcionários da Light. Depois, a gente começou a achar estranho o jeito que o cara estava cortando e foi falar com ele. O cara estava armado. Ele disse: ‘Não se mete nisso não, que isso não é problema de vocês’. Arrancou os cabos, jogou dentro da Kombi e foi embora. Com a estátua, o vandalismo acontece de madrugada. Eles chegam aqui na surdina, aproveitam esse bambuzal, que é muito extenso, e se embrenham dentro da Lagoa”, afirma.
Procurada, a Polícia Civil informou que o novo furto da estátua foi registrado na 15ª DP (Gávea). A corporação disse que os agentes analisam câmeras de segurança da região e trabalham para identificar a autoria do crime.
A Polícia Militar informou que o 23° BPM (Leblon) atua na área com o objetivo de combater os roubos de rua, com o emprego de viaturas e motopatrulhas e policiais realizando abordagens e revistas sistematicamente. Os agentes trabalham para identificar e prender criminosos envolvidos nesse tipo de delito.
Segundo a corporação, as ruas onde acontecem esse tipo de delito, estão sendo previamente mapeadas e priorizadas no planejamento operacional do batalhão, dentro de uma nova estratégia de patrulhamento. “A análise tem como base a mancha criminal, garantindo uma atuação mais estratégica e eficaz. Além disso, o policiamento nas regiões conta com militares escalados através do Regime Adicional de Serviço (RAS). Reforçamos ainda a importância do acionamento de nossas equipes diante de situações flagrantes via App 190 RJ e Central 190”, diz.
De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), ainda não há previsão para uma nova reforma da estátua do Curumim da Lagoa Rodrigo de Freitas. A restauração recente custou R$ 50 mil. No ano passado, a pasta gastou cerca de R$ 600 mil apenas com furtos e vandalismo de monumentos.
Questionada pela reportagem do DIA sobre a instalação de uma iluminação mais potente no monumento e a possibilidade de diminuição do mato da Lagoa Rodrigo de Freitas neste ponto, a Prefeitura do Rio não respondeu até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
“Venho sempre aqui. É um momento de calma, de relax. É uma pena esse novo vandalismo. Ao invés das pessoas apreciarem isso, elas roubam para fazer não sei o quê e a gente tem sempre que recolocar patrimônio aqui. Poderia ter uma fiscalização mais acirrada aqui. É um espaço público que não é resguardado”, diz.
Segundo o treinador Carlos Eduardo Brito, 51, da equipe master do remo do Vasco da Gama, cuja sede náutica fica em frente ao monumento, o número de furtos de materiais metálicos tem crescido na região. Até o clube já foi vítima.
“A estátua foi levada para reformar, trouxeram ela novinha e logo arrancaram a parte de cima do arco. Depois arrancaram a parte de baixo. O problema é que a luz clareia a rampa, mas não clareia o monumento. O que mais atrapalha é esse mato alto. Se não tivesse o bambu, eu acho que favorecia todo mundo e ajudaria a tomar conta. E até aqui no Vasco, se a gente deixar qualquer coisa de alumínio, de ferro, os cracudos arrancam. Já levaram todos os trilhos de alumínio que tinham aqui no remo. Agora, quando a gente vai usar, coloca e tira. É mais trabalhoso, mas é o que temos que fazer”, conta.
De acordo com o administrador da sede náutica do Vasco da Gama, Marcos Almeida, 58, a equipe de segurança do clube já presenciou uma situação aterrorizante. De acordo com ele, criminosos armados se passaram por equipes de prestação de serviço para furtar cabos.
“Toda hora estão acontecendo furtos. Eles já não têm medo, pelo contrário. A nossa equipe de segurança já presenciou aqui, abrindo a garagem por volta das 4h30, [os criminosos] pendurados com escadas, como se fossem funcionários da Light. Depois, a gente começou a achar estranho o jeito que o cara estava cortando e foi falar com ele. O cara estava armado. Ele disse: ‘Não se mete nisso não, que isso não é problema de vocês’. Arrancou os cabos, jogou dentro da Kombi e foi embora. Com a estátua, o vandalismo acontece de madrugada. Eles chegam aqui na surdina, aproveitam esse bambuzal, que é muito extenso, e se embrenham dentro da Lagoa”, afirma.
Procurada, a Polícia Civil informou que o novo furto da estátua foi registrado na 15ª DP (Gávea). A corporação disse que os agentes analisam câmeras de segurança da região e trabalham para identificar a autoria do crime.
A Polícia Militar informou que o 23° BPM (Leblon) atua na área com o objetivo de combater os roubos de rua, com o emprego de viaturas e motopatrulhas e policiais realizando abordagens e revistas sistematicamente. Os agentes trabalham para identificar e prender criminosos envolvidos nesse tipo de delito.
Segundo a corporação, as ruas onde acontecem esse tipo de delito, estão sendo previamente mapeadas e priorizadas no planejamento operacional do batalhão, dentro de uma nova estratégia de patrulhamento. “A análise tem como base a mancha criminal, garantindo uma atuação mais estratégica e eficaz. Além disso, o policiamento nas regiões conta com militares escalados através do Regime Adicional de Serviço (RAS). Reforçamos ainda a importância do acionamento de nossas equipes diante de situações flagrantes via App 190 RJ e Central 190”, diz.
De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), ainda não há previsão para uma nova reforma da estátua do Curumim da Lagoa Rodrigo de Freitas. A restauração recente custou R$ 50 mil. No ano passado, a pasta gastou cerca de R$ 600 mil apenas com furtos e vandalismo de monumentos.
Questionada pela reportagem do DIA sobre a instalação de uma iluminação mais potente no monumento e a possibilidade de diminuição do mato da Lagoa Rodrigo de Freitas neste ponto, a Prefeitura do Rio não respondeu até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
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