Curumim da Lagoa Rodrigo de Freitas volta a ser alvo de novo vandalismoDivulgação / Seconserva

Rio - Vinte dias depois de passar por uma reforma e retornar à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul, a estátua do Curumim voltou a ser alvo de vandalismo. A escultura de bronze teve, mais uma vez, o arco levado por criminosos.
“Cerca de 30% de tudo que a Secretaria de Conservação gasta com os monumentos vai para recuperar o que foi destruído, não para avançar, mas para voltar ao ponto de partida. Só nesta restauração foram R$ 50 mil. É dinheiro público que deveria estar em outras frentes, mas que precisa cobrir o que a impunidade permite”, lamentou Diego Vaz, secretário municipal de Conservação.

O extenso processo de restauração da obra foi concluído em 19 de junho. O trabalho foi feito pelo artista plástico Luiz Augusto Correia de Araújo. Ele é filho do criador da obra, o pernambucano Pedro Gaspar Jens Correia de Araújo, que morreu em 2019.

Com dois metros de altura e cerca de 200 kg, o Curumim da Lagoa foi instalado como uma homenagem aos povos indígenas que habitavam aquela região. Ao longo dos anos, tornou-se um dos monumentos mais fotografados do bairro e um dos preferidos dos vândalos.

Em 2011, a Prefeitura do Rio transferiu a escultura para uma pedra mais distante da margem, numa tentativa de protegê-la de furtos e depredações, mas nem assim o monumento escapou das ações dos criminosos. Somente no ano passado, a Seconserva gastou aproximadamente R$ 600 mil em reparos de monumentos alvos de furto e vandalismo.