Ato reuniu técnicos, docentes e estudantes durante reunião entre a Reitoria e o governoDivulgação/Asduerj
Servidores da Uerj fazem ato e cobram aumento do auxílio-saúde
Valor do benefício é considerado insuficiente pelas categorias
Rio - Técnicos-administrativos, docentes e estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) realizaram um ato em frente ao Tribunal de Justiça (TJ), na tarde desta quinta-feira (9). Durante a manifestação, a reitora Gulnar Azevedo participava de uma reunião com o governador em exercício, o desembargador Ricardo Couto, para discutir demandas da instituição.
O principal tema levado ao encontro foi a ampliação do auxílio-saúde concedido aos servidores da universidade. Recentemente regulamentado por ato da Reitoria, o benefício foi fixado em R$ 150 mensais para servidores ativos da Uerj. Segundo o texto da medida, o auxílio possui caráter indenizatório e emergencial, podendo sofrer reajustes futuros, conforme a disponibilidade orçamentária da universidade.
Apesar de considerarem positiva a inclusão definitiva do benefício no contracheque, representantes das categorias afirmam que o valor está muito abaixo das necessidades dos servidores. Entre técnicos e docentes, o auxílio passou a ser chamado, informalmente, de "auxílio-dipirona", em referência ao baixo impacto financeiro diante dos gastos com saúde.
O professor e diretor da Associação de Docentes da Uerj, Leo Kaplan, explicou que a reivindicação é pela recuperação de um auxílio que já existia anteriormente.
"Os servidores da Uerj recebiam um auxílio-saúde de R$ 900 até fevereiro de 2024. O problema é que ele não estava incorporado ao contracheque e acabou sendo interrompido. A entrada do auxílio na folha é uma conquista importante porque dá segurança jurídica ao pagamento, mas o valor de R$ 150 ficou muito distante do que era pago anteriormente", afirmou.
Segundo Kaplan, a expectativa das categorias era de que a reunião entre a Reitoria e o governo resultasse em uma ampliação imediata do valor.
"A expectativa era que houvesse uma majoração para algo em torno de R$ 500, como um primeiro passo para recuperar gradualmente o patamar anterior. Pelo que foi possível perceber, isso não aconteceu", disse.
A pauta já havia sido apresentada à Reitoria na quarta-feira (8), quando técnicos-administrativos realizaram uma manifestação no campus Maracanã e se reuniram com a administração central da universidade. De acordo com participantes do encontro, a reitora se comprometeu a levar a reivindicação ao governo estadual.
O desfecho da reunião, porém, gerou insatisfação. Manifestantes relataram que aguardaram, durante horas, informações sobre o encontro, mas não receberam retorno oficial ao término da agenda.
A mobilização acontece em meio à greve que ainda envolve técnicos-administrativos e estudantes. Na noite de quarta-feira (8), os três segmentos participaram de uma plenária conjunta no campus Maracanã para discutir os próximos passos do movimento.
Durante a reunião, estudantes, docentes e técnicos defenderam a reformulação do calendário acadêmico e aprovaram propostas para reduzir os impactos da paralisação. Entre elas, está a ampliação da flexibilidade para alterações de matrícula e uma discussão mais ampla sobre a reorganização do semestre letivo.
Os participantes também destacaram que a unidade entre os três segmentos foi fundamental para os avanços conquistados até agora nas negociações com o governo.
A agenda de mobilizações continua na próxima semana. Os técnicos-administrativos realizam assembleia na terça-feira (14), enquanto os estudantes se reúnem na quarta-feira (15). Já o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Csepe) deverá analisar a reformulação do calendário acadêmico em sessão marcada para o dia 16 de julho.
