Técnicos da Uerj mantiveram a greve em assembleia e convocaram um ato público para esta quarta-feira (8), no campus MaracanãDivulgação: Samuel Tosta

Rio- A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi mantida após assembleia realizada nesta segunda-feira (6). Os participantes decidiram dar continuidade à paralisação, iniciada em abril, e contestaram a declaração da reitora Gulnar Azevedo de que a instituição retomaria as atividades normalmente nesta semana.

Segundo o movimento, embora os docentes tenham decidido suspender a greve e retornar às salas de aula a partir de 13 de julho, as principais reivindicações dos técnico-administrativos seguem sem resposta. Entre elas está a retomada do pagamento dos auxílios, considerada condição indispensável para o encerramento da paralisação. Durante o encontro, os participantes também reforçaram que a reformulação do plano de carreira permanece entre as prioridades.

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Regina Souza e Igor Conde, criticaram o formato da última reunião com o Governo do Estado, que incluiu outras entidades, como Sepe e Faetec. Para a direção da entidade, o encontro diluiu as demandas específicas da Uerj, e as negociações devem voltar a ocorrer de forma exclusiva.

Após a assembleia, os servidores realizaram um ato na Reitoria e foram recebidos pela administração. Eles cobraram que a gestão intensifique a defesa das reivindicações e evite declarações públicas que, na avaliação do movimento, possam enfraquecer o diálogo. Após ouvir as manifestações, a reitora informou que seguiria para Brasília para cumprir compromisso institucional, deixando a equipe da Administração Central responsável por dar continuidade às conversas.

Representando a Reitoria, o vice-reitor Bruno Deusdará afirmou que a atual administração tem buscado garantir melhorias para técnicos, docentes e estudantes junto ao Palácio Guanabara. Ele também informou que a universidade trabalha para obter suplementação orçamentária que assegure suas atividades até o fim de 2026. Os servidores, no entanto, afirmaram que, sem recursos para o pagamento dos auxílios, a instituição não conseguirá funcionar plenamente.

Uma nova rodada de negociações entre representantes dos trabalhadores e o Governo do Estado está prevista para a próxima quinta-feira (9). Como parte da mobilização, os técnico-administrativos convocaram um ato público para esta quarta-feira (8), às 14h, em frente ao Pavilhão Reitor João Lyra Filho, no campus Maracanã, para reforçar a cobrança pelo atendimento das reivindicações.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral