De acordo com a Polícia Civil, a delegacia fazia diligências de inteligência na região quando os agentes foram atingidos. No carro, uma viatura descaracterizada, havia quatro policiais. Um homem foi baleado na cabeça e uma mulher na perna. Uma viatura da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) passava pelo local e parou para dar apoio, dando suporte até o hospital.
Os policiais foram socorridos e encaminhados ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que um dos agentes deu entrada na unidade em estado grave. Ele, que foi identificado como o oficial Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu e morreu.
A outra policial, atingida na perna, tem quadro de saúde estável e segue em avaliação. Uma terceira agente também recebeu atendimento, mas sem ferimento por arma de fogo e a princípio sem sinais de gravidade.
Após o ataque, centenas de agentes se dirigiram ao local. Eles realizam buscas na comunidade do Muquiço atrás dos envolvidos.
A Polícia Civil classificou a ação como covarde e reforçou que "ataques contra agentes de segurança pública representam um ataque direto ao Estado e seguirá atuando de forma firme e permanente no combate às facções e na repressão a criminosos".
De acordo com o subsecretário de Planejamento da PCERJ, delegado Carlos Oliveira, ao menos duas pessoas com mandados de prisão em aberto já foram conduzidas à delegacia até o momento. À imprensa, ele garantiu que a corporação vai atuar na comunidade por tempo indeterminado, até que os envolvidos no ataque sejam encontrados.
"Nesse momento a decisão é essa. Até nós temos todas as informações necessárias para capturar esses elementos, mas isso não significa não estamos em outros locais, fazendo outras diligências. A finalidade é capturá-los. Vamos colocar toda a energia da Polícia Civil nisso", afirmou Oliveira.
Todas as equipes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC) e da Baixada (DGPB), além de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), estão envolvidas na ação.
A Polícia Militar também se manifestou e informou que agentes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) intensificam o patrulhamento na região.
Por causa da ocorrência, uma faixa da pista lateral está interditada no sentido Centro. Por volta de 13h15, a via chegou a ser totalmente fechada para o trabalho da perícia. A pista central foi liberada por volta das 14h, próximo à estação do BRT de Guadalupe. O Centro de Operações Rio (COR) informou que o trânsito apresenta lentidão a partir de Realengo e reforçou como alternativa a Estrada da Água Branca e a Estrada São Pedro de Alcântara.
A Secretaria Municipal de Educação informou que as atividades das unidades escolares serão encerradas assim que for possível sair em segurança.
De acordo com o Rio Ônibus, 36 linhas estão sofrendo impactos por causa da ocorrência. São elas:
- 300 Sulacap x Candelária - 369 Bangu x Candelária - 378 Marechal Hermes x Castelo - 384 Pavuna x Passeio - 386 Anchieta x Candelária - 388 Cesarão x Candelária - 393 Bangu x Candelária - 397 Campo Grande x Candelária - 399 Pavuna x Passeio - SV624 Mariopolis x Praça da Bandeira - 669 Pavuna x Méier - SV669 Pavuna x Méier - 737 Santíssimo x Cascadura - 753 Santa Cruz x Coelho Neto - 754 Santa Cruz x Terminal Deodoro - 756 Santa Cruz x Coelho Neto - 757 Sepetiba x Coelho Neto - SP759 Cesarão x Terminal Deodoro - 759 Cesarão x Coelho Neto - 764 Catiri x Terminal Deodoro - 765 Mendanha x Terminal Deodoro - 770 Campo Grande x Coelho Neto - 771 Campo Grande x Coelho Neto - 777 Padre Miguel x Madureira - 785 Marechal Hermes x Cascadura - 790 Campo Grande x Cascadura - SV790 Campo Grande x Cascadura - 796 Campo Grande x Terminal Deodoro - 798 Campo Grande x Terminal Deodoro - 799 Pavuna x Bangu Shopping - 853 Mato Alto x Terminal Deodoro - SV853 Mato Alto x Terminal Deodoro - 908 Term. Deodoro x Bonsucesso - 926 Senador Camará x Penha - 2303 Cesarão x Castelo - 2336 Campo Grande x Castelo
Governador lamenta perda
O governador do Rio, desembargador Ricardo Couto, lamentou a perda do agente. "Recebi com profunda tristeza a notícia da morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto. Neste momento de dor, me solidarizo com seus familiares, amigos e colegas da Polícia Civil", diz um trecho da nota.
Ainda segundo Couto, o governo acompanhará de perto as investigações para que os responsáveis por esse crime sejam identificados, presos e responsabilizados. "Ataques contra agentes de segurança são inaceitáveis e receberão uma resposta firme das instituições", finalizou.
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