Carlos Eduardo Barros de Oliveira, o Grisalho, e Bruno da Silva Loureiro, o Coronel do MuquiçoDivulgação

Rio - A Polícia Civil ocupa por tempo indeterminado a comunidade do Muquiço, na Zona Norte, para prender os envolvidos no ataque que terminou com um policial morto nesta quarta-feira (8). As investigações tentam identificar quem foram os autores dos disparos contra os agentes na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe.
A região é tem como principal líder criminoso Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço. Ele foi preso em junho deste ano no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, onde estava internado para tratar uma infecção.
Coronel possui anotações por homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal, sendo considerado um criminoso de altíssima periculosidade pelas forças de segurança. Em 2025, ele foi investigado como mandante do assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos. Após ser abordada por bandidos durante um baile funk na Vila Aliança, em Bangu, a jovem foi torturada até a morte.
As buscas, no entanto, começaram anos antes desse crime. Ainda em 2021, o Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro de Bruno, com recompensa de mil reais. Na época, ele já era apontado como liderança do TCP.
Outro nome que exerce liderança na região e que pode ter coordenado o ataque aos policiais é Carlos Eduardo Barros de Oliveira, conhecido como Grisalho. Oriundo do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, ele também é apontado pelas autoridades como integrante de uma quadrilha especializada em roubos de carga.
Aliado de Thomaz Jhayson Vieira, o 3N, que chefiava o tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, Grisalho deixou a facção Comando Vermelho (CV) para integrar o Terceiro Comando Puro (TCP), seguindo o mesmo caminho de 3N.
Em 2019, Grisalho ganhou repercussão nas redes sociais ao publicar uma selfie acompanhada da legenda: "Quem me pegar tem um doce", em tom de deboche à polícia. Contra ele há 14 mandados de prisão em aberto, um deles por homicídio.