Secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Delmir Gouveia, no sepultamento do policial Carlos AlbertoLeonardo Brito/Agência O Dia
"O policial que nós estamos sepultando agora, que dirigia, ainda conseguiu conduzir o veículo por alguns metros, atravessou a Avenida Brasil e foi socorrido por outros policiais que estavam passando, por acaso, e que também foram atacados. Foi um ataque totalmente brutal e covarde. Não houve troca de tiros, não houve nada. Eles foram atacados dentro da viatura", afirmou o secretário.
Ainda de acordo com Gouveia, a viatura usada pelos policiais era descaracterizada, mas possuía placa oficial. "Eles sabiam que era uma viatura policial. Não foi um caso de um carro qualquer. Eles sabiam que era uma viatura da Polícia Civil, que estava apenas no acesso à comunidade, já retornando para a Avenida Brasil, quando os agentes foram atacados pelas costas", completou.
Ao lado de dezenas de colegas de Carlos, o secretário destacou que o inspetor tinha apenas dois anos e meio de atuação na corporação, mas já era reconhecido pelo comprometimento com o trabalho. "Tinha vários trabalhos realizados, era um policial dedicado e vinha se destacando. Trabalhava com afinco e dedicação, como praticamente todos os policiais trabalham. Era muito querido na unidade e também pelos demais colegas", disse.
Suspeitos identificados
O secretário da Polícia Civil afirmou que as investigações já identificaram alguns dos envolvidos no ataque. "Vamos prender todos. Vamos agir dentro da lei, como sempre agimos, mas vamos prender todos. Ninguém vai atacar, ferir ou matar um policial civil e ficar impune", garantiu.
Em seguida, Gouveia fez um alerta às comunidades que eventualmente derem abrigo aos criminosos. "Criminosos de outras comunidades, da mesma facção, que derem abrigo a esses bandidos também sofrerão ações da Polícia Civil, assim como qualquer outro que os esconder. A Polícia Civil vai a qualquer lugar. Não há comunidade onde não entraremos, se necessário, com o apoio da Polícia Militar", finalizou.
Morador de Niterói, Carlos Alberto ingressou na Polícia Civil em dezembro de 2023 e, desde maio, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Ele deixa esposa e dois filhos.










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