A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quarta-feira (1º), na Capela Ecumênica do campus MaracanãReprodução/Asduerj
A categoria aprovou o retorno ao chamado estado de greve, mecanismo que mantém a mobilização e o acompanhamento das negociações sem interromper o funcionamento da universidade.
A decisão ocorreu menos de 24 horas após a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovar o Projeto de Lei Complementar que cria o Adicional de Desenvolvimento Funcional (ADF), uma das principais reivindicações apresentadas por professores e técnicos durante o movimento.
O novo benefício estabelece uma progressão remuneratória baseada em critérios como desempenho profissional, qualificação e tempo de exercício. O texto prevê percentuais incorporados à remuneração dos servidores que cumprirem metas de avaliação e capacitação, alcançando até 60% sobre a base de cálculo ao longo da carreira.
A proposta surgiu a partir de uma demanda construída dentro da própria Uerj. O tema foi aprovado pelo Conselho Universitário e levado ao governo estadual durante as negociações que envolveram a reitoria, representantes do Executivo e parlamentares da Alerj.
Apesar da suspensão da greve, parte das reivindicações segue em pauta. Questões como recomposição orçamentária da universidade, ampliação do auxílio-saúde e melhorias estruturais continuam sendo acompanhadas pelas entidades representativas.
Os técnicos-administrativos vão realizar uma assembleia para definir os rumos da mobilização da categoria, enquanto os estudantes também devem discutir os próximos passos", afirmou o professor
A expectativa agora gira em torno da sanção do projeto pelo governo, etapa considerada fundamental para consolidar o acordo que ajudou a encerrar a paralisação.

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