Publicado 15/07/2026 19:55
Rio - A Polícia Civil indiciou a yalorixá Thayane Alves de Maria e o marido dela, Gabriel da Mota Pimentel Dalia, pela morte de Caroline Pinto dos Santos, 31 anos. A mulher teve 65% do corpo queimado durante uma cerimônia realizada em um terreiro de candomblé em Realengo, na Zona Oeste. A vítima morreu no dia 9 de julho, após permanecer internada por quase um mês no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz.
De acordo com a 33ª DP (Realengo), o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça com o indiciamento dos dois por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Segundo o relatório elaborado pelo delegado Alessandro Petralanda, o casal utilizou uma substância altamente inflamável em um recipiente que já continha material combustível e uma fonte de ignição, provocando o incêndio dentro do barracão onde ocorria o ritual.
PublicidadeDe acordo com a 33ª DP (Realengo), o inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça com o indiciamento dos dois por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Segundo o relatório elaborado pelo delegado Alessandro Petralanda, o casal utilizou uma substância altamente inflamável em um recipiente que já continha material combustível e uma fonte de ignição, provocando o incêndio dentro do barracão onde ocorria o ritual.
Leia mais: Mulher morre após ter 65% do corpo queimado em ritual de candomblé
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que as queimaduras sofridas por Caroline foram a causa da morte.
Durante a investigação, testemunhas relataram que Gabriel não teria prestado socorro à vítima após a explosão. Imagens analisadas pela polícia mostram o homem despejando etanol em uma cumbuca que já estava em chamas. Segundos depois, ocorre a explosão que atingiu Caroline.
Em depoimento, o proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, afirmou que Thayane não informou previamente que seriam utilizados materiais inflamáveis durante a cerimônia. Segundo ele, Gabriel chegou a ser alertado para não usar o combustível, mas teria buscado o galão no carro a pedido da companheira.
A irmã da vítima, Carina, também prestou depoimento e afirmou que Caroline relatou, ainda durante a internação, que não sabia que haveria fogo durante a gira religiosa. Segundo a familiar, a vítima contou que precisou usar um lençol para apagar as chamas que consumiam o próprio corpo.
A investigação apontou ainda uma suposta tentativa de eliminação de provas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, testemunhas informaram que Thayane orientou filhos de santo a apagarem fotos, vídeos e mensagens relacionadas ao episódio após o incêndio.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que as queimaduras sofridas por Caroline foram a causa da morte.
Durante a investigação, testemunhas relataram que Gabriel não teria prestado socorro à vítima após a explosão. Imagens analisadas pela polícia mostram o homem despejando etanol em uma cumbuca que já estava em chamas. Segundos depois, ocorre a explosão que atingiu Caroline.
Em depoimento, o proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, afirmou que Thayane não informou previamente que seriam utilizados materiais inflamáveis durante a cerimônia. Segundo ele, Gabriel chegou a ser alertado para não usar o combustível, mas teria buscado o galão no carro a pedido da companheira.
A irmã da vítima, Carina, também prestou depoimento e afirmou que Caroline relatou, ainda durante a internação, que não sabia que haveria fogo durante a gira religiosa. Segundo a familiar, a vítima contou que precisou usar um lençol para apagar as chamas que consumiam o próprio corpo.
A investigação apontou ainda uma suposta tentativa de eliminação de provas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, testemunhas informaram que Thayane orientou filhos de santo a apagarem fotos, vídeos e mensagens relacionadas ao episódio após o incêndio.
Pouco depois da morte de Caroline, a yalorixá publicou uma nota afirmando que o ritual tinha caráter particular e era conduzido exclusivamente por ela e pelo marido. Na ocasião, classificou o caso como um "acidente de natureza inesperada e imprevisível" e lamentou a morte de Caroline. Posteriormente negou qualquer tipo de fuga.
A vítima foi sepultada no dia 11 de julho, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência. Caroline deixou três filhas, de 5, 10 e 16 anos.
A reportagem de O DIA pediu posicionamento para as defesas de Thayane e Gabriel. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
A vítima foi sepultada no dia 11 de julho, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência. Caroline deixou três filhas, de 5, 10 e 16 anos.
A reportagem de O DIA pediu posicionamento para as defesas de Thayane e Gabriel. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
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