Agentes da Draco cumprem mandados de busca e apreensão em Cabo Frio Divulgação
Publicado 24/07/2026 08:27
Rio - A Polícia Civil realiza, nesta sexta-feira (24), uma operação contra uma organização criminosa responsável pela exploração do transporte clandestino intermunicipal de passageiros entre Cabo Frio e a capital fluminense. Entre os alvos está um policial militar, apontado como líder do esquema que utilizava violência, ameaças e cobranças ilegais para controlar os pontos de embarque e manter o monopólio criminoso da atividade. 
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Nesta manhã, os agentes estão nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão nos municípios envolvidos no esquema. A ação conta com o apoio da Corregedoria-Geral da PM.

A investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) teve início a partir da troca de informações com o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ).
Entenda o esquema

O grupo funcionava como uma verdadeira empresa do crime, com divisão de funções entre administradores, responsáveis pelos pontos de embarque, motoristas e os chamados "papagaios", encarregados de captar passageiros. Para manter o domínio sobre o transporte clandestino, a quadrilha cobrava taxas ilegais dos condutores, controlava os locais de embarque e impedia a atuação de concorrentes por meio de intimidação e violência.

Segundo as investigações, o líder coordenava o esquema e utilizava sua influência como policial militar para impor um monopólio da atividade na região. As apurações apontaram ainda que esse domínio estava associado à prática de diversos crimes, como extorsão mediante cobrança de taxas ilegais, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes públicos responsáveis pela fiscalização, danos qualificados e até homicídios relacionados às disputas pelos pontos de embarque.

Ao longo da apuração, os policiais ouviram testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança, além de documentos e movimentações financeiras que comprovaram a existência de uma estrutura organizada voltada à exploração ilegal do serviço.

As ações desta sexta-feira têm como objetivo apreender celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, dinheiro e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações, identificar novos envolvidos e esclarecer a extensão das atividades criminosas.


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