Publicado 24/07/2026 13:37 | Atualizado 24/07/2026 13:53
Rio - Um dos principais cartões postais da cidade, os Arcos da Lapa, no Centro do Rio receberam uma revitalização total no ano em que completam 276 anos de história. A reforma teve investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão.
PublicidadeO projeto, que contemplou desde a limpeza técnica e a pintura até a recuperação completa da Praça Cardeal Câmara, foi concluído na primeira quinzena deste mês pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva). O trabalho foi executado respeitando as características originais da estrutura.
As equipes utilizaram a técnica secular da caiação, feita com cal virgem. O procedimento permite a respiração da superfície e garante a preservação adequada de um patrimônio histórico exposto à ação do tempo e da poluição urbana.
O monumento, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi construído no século XVIII e é símbolo de uma das regiões mais boêmias do Rio.
“Os Arcos da Lapa são o grande monumento sobrevivente das transformações urbanas do Centro do Rio. Mantemos um ciclo técnico e contínuo de conservação, com etapas em 2011, 2014, 2016, 2022 e agora em 2026, respeitando o tombamento do Iphan e usando a mesma técnica da construção original. Tudo isso para preservarmos nossa história, pois uma cidade sem memória é uma cidade morta”, afirmou o secretário de Conservação, Diego Vaz.
O projeto também revitaliza o entorno dos 42 arcos que compõem originalmente o Aqueduto da Carioca. A área concentra parte importante da economia criativa e da vida noturna da cidade. Os painéis “A Lapa” e “Arcos da Lapa”, de autoria de Selaron, que ficam próximo ao Santuário de Zé Pelintra, também passaram por manutenção e limpeza.
Originalmente, os Arcos da Lapa foram construídos para transportar as águas do Rio Carioca até a então capital da colônia. Eles tiveram papel fundamental no desenvolvimento da cidade. Atualmente, além de abrigarem o tradicional Bondinho de Santa Teresa, seguem como um dos principais símbolos da história e da paisagem do Rio de Janeiro.
As equipes utilizaram a técnica secular da caiação, feita com cal virgem. O procedimento permite a respiração da superfície e garante a preservação adequada de um patrimônio histórico exposto à ação do tempo e da poluição urbana.
O monumento, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi construído no século XVIII e é símbolo de uma das regiões mais boêmias do Rio.
“Os Arcos da Lapa são o grande monumento sobrevivente das transformações urbanas do Centro do Rio. Mantemos um ciclo técnico e contínuo de conservação, com etapas em 2011, 2014, 2016, 2022 e agora em 2026, respeitando o tombamento do Iphan e usando a mesma técnica da construção original. Tudo isso para preservarmos nossa história, pois uma cidade sem memória é uma cidade morta”, afirmou o secretário de Conservação, Diego Vaz.
O projeto também revitaliza o entorno dos 42 arcos que compõem originalmente o Aqueduto da Carioca. A área concentra parte importante da economia criativa e da vida noturna da cidade. Os painéis “A Lapa” e “Arcos da Lapa”, de autoria de Selaron, que ficam próximo ao Santuário de Zé Pelintra, também passaram por manutenção e limpeza.
Originalmente, os Arcos da Lapa foram construídos para transportar as águas do Rio Carioca até a então capital da colônia. Eles tiveram papel fundamental no desenvolvimento da cidade. Atualmente, além de abrigarem o tradicional Bondinho de Santa Teresa, seguem como um dos principais símbolos da história e da paisagem do Rio de Janeiro.
População elogia
Ao DIA, a vendedora autônoma Khadija Silva, de 35 anos, que atualmente está em situação de vulnerabilidade e dorme debaixo dos Arcos, conta que os turistas ficam até mais impressionados com o monumento após a reforma.
“Achei muito bonito e importante, porque tem turistas que vêm de longe, tira férias, junta até um dinheirinho para vir nos Arcos e até para sair nas fotos é mais bonito. Sem contar que é um patrimônio histórico. Ficou bem mais chamativo, bem mais bonito, mais aconchegante. Os turistas estão ficando mais à vontade”, diz.
“Achei muito bonito e importante, porque tem turistas que vêm de longe, tira férias, junta até um dinheirinho para vir nos Arcos e até para sair nas fotos é mais bonito. Sem contar que é um patrimônio histórico. Ficou bem mais chamativo, bem mais bonito, mais aconchegante. Os turistas estão ficando mais à vontade”, diz.
Apesar de ser carioca, o professor Hélio Gomes, de 57 anos, mora fora do Rio há quatro anos. Para ele, a revitalização já mudou completamente o cartão postal.
“Já tá com outro aspecto, pintado, revitalizado. A galera pode vir ver que vai gostar. Embora a gente veja que tem muita coisa para fazer, eu tô vendo que está no caminho certo. Fico muito feliz vendo o Rio de Janeiro respirando ainda, sobrevivendo ainda. E eu espero que melhore cada vez mais”, afirma.
“Já tá com outro aspecto, pintado, revitalizado. A galera pode vir ver que vai gostar. Embora a gente veja que tem muita coisa para fazer, eu tô vendo que está no caminho certo. Fico muito feliz vendo o Rio de Janeiro respirando ainda, sobrevivendo ainda. E eu espero que melhore cada vez mais”, afirma.
A artesã Geane Xavier, de 53 anos, elogiou a reforma, mas reforçou que o trabalho de manutenção também deve ser mantido.
“Foi mais que necessária, porém, tem que estar sendo feita sempre a manutenção, porque as pessoas que moram na rua, normalmente, não costumam manter. É um trabalho que foi muito bem feito, mas se não tiver cuidado, daqui a pouco não tem mais jeito”, ressalta.
“Foi mais que necessária, porém, tem que estar sendo feita sempre a manutenção, porque as pessoas que moram na rua, normalmente, não costumam manter. É um trabalho que foi muito bem feito, mas se não tiver cuidado, daqui a pouco não tem mais jeito”, ressalta.
Segundo o cenotécnico Álvaro de Souza, de 67 anos, a revitalização do espaço também tem atraído mais turistas para o Santuário de Zé Pelintra.
“O Santuário de Zé Pelintra, no qual eu faço parte, não é muito visitado por turistas. É mais visitado por pessoas do Brasil, mas agora, com a presença da polícia, os turistas estão vindo. Essa revitalização veio na hora certa, é maravilhosa. Isso conta muito, porque a primeira impressão é a que fica”, diz.
Para Damilie Oliveira, de 40 anos, que é expositora na feira do santuário e conhecida como Mãe Lê, houve uma melhora de 70% em relação ao estado anterior do monumento.
“Foi de grande ajuda com a segurança, a visibilidade e o movimento. Precisa sim de mais organização e mais cuidado principalmente com os moradores de rua. Eles se tornam vulneráveis e nós também. Deveria ter mais um pouco de organização, porque os turistas não tem esse costume de ter essa quantidade de moradores de rua”, aponta.
“O Santuário de Zé Pelintra, no qual eu faço parte, não é muito visitado por turistas. É mais visitado por pessoas do Brasil, mas agora, com a presença da polícia, os turistas estão vindo. Essa revitalização veio na hora certa, é maravilhosa. Isso conta muito, porque a primeira impressão é a que fica”, diz.
Para Damilie Oliveira, de 40 anos, que é expositora na feira do santuário e conhecida como Mãe Lê, houve uma melhora de 70% em relação ao estado anterior do monumento.
“Foi de grande ajuda com a segurança, a visibilidade e o movimento. Precisa sim de mais organização e mais cuidado principalmente com os moradores de rua. Eles se tornam vulneráveis e nós também. Deveria ter mais um pouco de organização, porque os turistas não tem esse costume de ter essa quantidade de moradores de rua”, aponta.
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