Publicado 31/07/2026 06:00
Rio - Moradores da Vila Erika, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste, tiveram o fornecimento de água normalizado após enfrentarem problemas com o serviço durante os últimos meses, incluindo desabastecimento e pouca pressão na metade da localidade. Em entrevista ao O DIA, eles relatam as expectativas em relação ao retorno definitivo, para que não passem pelo mesmo transtorno.
PublicidadeA casa de Nilo Coimbra, 79 anos, e Alice Coimbra, 81, ficou totalmente sem abastecimento durante 15 dias. Nesse período, o casal contou com a ajuda de vizinhos para encherem baldes, conseguindo realizar algumas atividades básicas do cotidiano. No entanto, para beber e cozinhar, precisaram comprar água filtrada, gerando mais custos.
A volta do serviço trouxe mais tranquilidade para o dia a dia. "Começamos a botar a máquina de lavar para funcionar, porque ela não funcionava. Agora já estamos lavando roupas, conseguimos tomar aquele banho mais cinematográfico [risos]. A vida está voltando ao normal. Cessou aquela situação que estava difícil para nós", comemora o aposentado.
Apesar da previsão de mais serviços nos canos, Nilo já está satisfeito. "Parece que eles estão planejando substituir a rede toda, [mas] para mim já está ótimo. Porque a água foi restabelecida, inclusive nas casas em volta veio com uma pressão bastante forte. Então voltamos a uma situação tranquila", diz ele.
Luiz Gonçalves, inclusive, conta que após lidar com pouca pressão durante cerca de três meses - algo que começou a surgir em setembro do ano passado - a força da água finalmente conseguiu encher a caixa sem a intervenção da bomba. Ao pensar na conta de energia, a mudança causa alívio. "Voltou até o terceiro andar [...] Não preciso mais usar a bomba. Porque gastava mais energia", lembrou.
Mesmo com a esperança de que o problema tenha sido resolvido totalmente, o aposentado vai continuar utilizando uma espécie de reservatório que improvisou na garagem até ter a certeza da normalização definitiva: "Mas eu não vou tirar meu recipiente por enquanto, não. Vamos ter um tempo aí de garantia. Pelo menos um mês".
Neide Mendonça, 69, pontua que o abastecimento normalizado é um direito dos moradores. "A gente precisa ter a prestação do serviço que temos direito. O que a gente quer é isso, é o mínimo que teria que ser oferecido. Porque a gente paga a conta, não é de graça. Melhorou muito. Graças a Deus, já resolveu", comemorou. Ela ainda explica que apenas os moradores do final da localidade passaram pelo problema. "Metade da vila as pessoas tinham água normal".
Para solucionarem a falta d'água, eles entraram em contato com a Iguá Saneamento, concessionária responsável pelo abastecimento. Funcionários da empresa estiveram no local nas últimas semanas e perfuraram dois buracos para inspecionarem, além de realizarem intervenções na rede. As perfurações foram isoladas e sinalizadas com cerquites e cones. "Como a gente estava reclamando e abrindo protocolo, desde semana passada eles estão vindo com mais frequência", relata Neide.
Em nota, a empresa se pronunciou. "A Iguá Rio informa que está com equipe no local realizando medidas corretivas na rede. Paralelamente, a concessionária dará andamento às ações necessárias para implementação de uma melhoria estruturante na rede de abastecimento que atende o endereço".
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