Publicado 04/08/2026 13:36 | Atualizado 04/08/2026 14:52
Rio - Com entrada gratuita, a exposição "Clóvis: o rosto detrás da máscara", que celebra a cultura dos bate-bolas, está em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, no Centro, até 21 de agosto. A mostra conta com fantasias, fotografias, vídeos, adereços e registros que revelam os bastidores de uma das manifestações mais emblemáticas do carnaval carioca.
A exposição reúne indumentárias utilizadas por diversas turmas no último carnaval, dentre elas Bem Feitos, Bem Feitas, Animação da Ilha do Governador, Velha Guarda de Paciência, Empoderadas e Mercenários de Realengo. Outros grupos também estão presentes por meio de adereços, fotografias e registros audiovisuais.
“Falar por meio das roupas é fundamental porque elas concentram técnica, identidade, estética e pertencimento. A fantasia não é apenas um figurino, mas um dispositivo que transforma o corpo, organiza relações dentro da turma e comunica valores e narrativas do território", destaca Felipe Soares, idealizador da exposição.
O percurso expositivo convida o visitante a experimentar dois momentos da cultura dos bate-bolas. Na primeira parte, a rua aparece como palco das tradicionais saídas das turmas. Na sequência, a exposição apresenta os bastidores da festa popular, revelando o trabalho de costureiras, pintores, aderecistas, produtores e integrantes que, durante meses, transformam quintais, varandas e galpões em espaços de criação coletiva para confeccionar as fantasias.
Além de destacar a riqueza artística dessa manifestação, a mostra também propõe uma reflexão sobre os estigmas historicamente associados aos bate-bolas, evidenciando sua importância como expressão cultural que fortalece vínculos comunitários e preserva memórias.
"A ideia da exposição surge da oportunidade de debater como os bate-bolas são amplamente reconhecidos como imagem do carnaval carioca, mas pouco compreendidos a partir das pessoas que constroem essa manifestação. O projeto propõe deslocar o olhar da fantasia como espetáculo para a fantasia como processo e linguagem", afirma Rennan Carmo, curador da mostra.
PublicidadeA exposição reúne indumentárias utilizadas por diversas turmas no último carnaval, dentre elas Bem Feitos, Bem Feitas, Animação da Ilha do Governador, Velha Guarda de Paciência, Empoderadas e Mercenários de Realengo. Outros grupos também estão presentes por meio de adereços, fotografias e registros audiovisuais.
“Falar por meio das roupas é fundamental porque elas concentram técnica, identidade, estética e pertencimento. A fantasia não é apenas um figurino, mas um dispositivo que transforma o corpo, organiza relações dentro da turma e comunica valores e narrativas do território", destaca Felipe Soares, idealizador da exposição.
O percurso expositivo convida o visitante a experimentar dois momentos da cultura dos bate-bolas. Na primeira parte, a rua aparece como palco das tradicionais saídas das turmas. Na sequência, a exposição apresenta os bastidores da festa popular, revelando o trabalho de costureiras, pintores, aderecistas, produtores e integrantes que, durante meses, transformam quintais, varandas e galpões em espaços de criação coletiva para confeccionar as fantasias.
Além de destacar a riqueza artística dessa manifestação, a mostra também propõe uma reflexão sobre os estigmas historicamente associados aos bate-bolas, evidenciando sua importância como expressão cultural que fortalece vínculos comunitários e preserva memórias.
"A ideia da exposição surge da oportunidade de debater como os bate-bolas são amplamente reconhecidos como imagem do carnaval carioca, mas pouco compreendidos a partir das pessoas que constroem essa manifestação. O projeto propõe deslocar o olhar da fantasia como espetáculo para a fantasia como processo e linguagem", afirma Rennan Carmo, curador da mostra.
Os bate-bolas fazem parte da memória afetiva de milhares de cariocas. Com origem incerta, o movimento dos clóvis teria tido início no começo do século XX. A atuação dos grupos, até hoje, é mais comum principalmente nos bairros das Zonas Oeste e Norte, além da Baixada. A manifestação é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio desde 2012.
A Biblioteca Parque Estadual fica na Avenida Presidente Vargas, 1.261, no Centro. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, com classificação livre.
A Biblioteca Parque Estadual fica na Avenida Presidente Vargas, 1.261, no Centro. A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, com classificação livre.
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