Publicado 05/08/2026 12:42 | Atualizado 05/08/2026 13:55
Rio - A prefeitura inaugurou, na manhã desta quarta-feira (5), a exposição "O Amanhã Olímpico: Legado e futuro", que celebra os 10 anos da realização dos Jogos Rio 2016, no Museu do Amanhã, na Zona Portuária. O equipamento também ganhou duas esculturas permanentes das logos das Olimpíadas e Paralimpíadas.

Concebidas pelo mesmo criador do logo, o artista plástico Fred Gelli, as esculturas ficam localizadas na lateral do Museu do Amanhã. As duas marcas, desenvolvidas há 12 anos, simbolizam o encontro do espírito Olímpico com a capital fluminense. Elas representam o "abraço" da cidade dado aos visitantes, a energia e a geometria de monumentos do Rio.

"Agora elas estão ganhando um espaço público, que representa um marco de todo o legado que os jogos trouxeram. Elas representam a marca Olímpica, representam a maneira como a gente recebe as pessoas, a ideia do abraço, da celebração, do coletivo. Tem a ver com a energia do do Brasil e do Rio de Janeiro", explicou o artista plástico.
Na inauguração dos monumentos, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, celebrou o legado olímpico deixado na cidade. "A gente tem que fazer um esforço permanente. Por isso, acho que esses 10 anos são uma renovação de compromisso da defesa desse legado. O legado para os esportes Olímpicos do Brasil, legado para o Rio de Janeiro, legado para nossa identidade no mundo e para o cidadão carioca. É muito visível a transformação da cidade", afirmou Cavaliere.

Em outro momento, o prefeito reafirmou o compromisso do município com o tema. "A prefeitura do Rio vai continuar fazendo a sua parte na defesa do legado olímpico, [vai] continuar avançando com os BRTs, vai continuar com investimentos em parques e no esporte. [...] Vamos seguir em frente porque agora a gente começa a contar os outros 10 anos, até a celebração dos 20 anos do legado olímpico."
O atleta Paralímpico de natação, Thomaz Matera, elogiou a iniciativa. "A importância de ter [a exposição no] museu é manter essa memória viva. Uma maneira formal ali, materializada, das pessoas lembrarem dessa época que foi tão importante para o Rio", disse.

Ele começou no esporte ainda na infância, na modalidade convencional. Em 2016, estreou como atleta durante a Paraolimpíada, na baixa visão. Atualmente, Thomaz compete como cego total e encontrou no esporte uma forma de superação. "Eu vi no esporte uma grande oportunidade de voltar a treinar, de voltar a competir e de ter uma carreira. E aí, estou nessa luta há 10 anos."