Prisão fez parte da Operação Pseudônimo que já havia prendido um membro da quadrilhaDivulgação/Polícia Civil
Publicado 05/08/2026 16:41 | Atualizado 05/08/2026 17:35
Rio - Policiais civis prenderam, na manhã desta quarta-feira (5), um homem suspeito de liderar uma organização criminosa especializada em estelionatos e lavagem de dinheiro. Renato Santos de Souza foi preso em Vargem Grande, na Zona Oeste, durante mais uma fase da Operação Pseudônimo.

As investigações revelaram que o grupo se apresentava como funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para enganar aposentados e pensionistas. Eles visitavam as residências das vítimas alegando a necessidade de atualização cadastral e recolhiam documentos, dados pessoais e imagens para obtenção de informações biométricas.

Com o material obtido, a quadrilha abria contas digitais em nome das vítimas e contratava empréstimos consignados sem autorização. O dinheiro, de acordo com a investigação, seguia para contas de terceiros utilizados como intermediários e, posteriormente, chegava aos responsáveis pelo esquema.

A Polícia Civil identificou 23 integrantes da organização. O grupo teria feito mais de 60 vítimas em diversas cidades do estado entre 2023 e 2024.

Ainda segundo os investigadores, a quadrilha mantinha uma estrutura organizada, com funções específicas para cada integrante. Enquanto parte dos envolvidos realizava o contato direto com as vítimas, outros ficavam responsáveis pela abertura das contas, contratação dos empréstimos e movimentação dos valores obtidos de forma fraudulenta.

A análise financeira apontou movimentações superiores a R$ 6 milhões. Os valores, segundo a polícia, não eram compatíveis com a renda declarada pelos investigados, o que reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro.

Outro suspeito de ser líder do esquema, Raul de Lima Gomes, já havia sido preso no fim do ano passado, em Jacarepaguá. A ação foi realizada por agentes da 27ª DP (Vicente de Carvalho) com apoio da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio.

Os envolvidos responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros ligados aos investigados.
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A reportagem de O DIA tenta localizar a defesa de Renato Santos de Souza. O espaço está aberto para manifestação.
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