Bombeiros trabalharam para controlar incêndio provocado por queda de helicópteroDivulgação / Corpo de Bombeiros
Publicado 08/08/2026 20:49 | Atualizado 08/08/2026 20:49
Rio – O que seria uma viagem de celebração e reencontros familiares terminou em tragédia para uma família colombiana que visitava o Rio de Janeiro. Avó, filha e neta morreram na queda do helicóptero que caiu na manhã deste sábado (8), na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. O piloto da aeronave, Alessandro Rocha, também morreu.
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As vítimas foram identificadas como Rocio Cubillos, de 59 anos, sua filha Wendy Manrique, de 37, e a neta S. Murillo, de 17 anos. A família havia vindo ao Brasil para comemorar os 15 anos de Laura Manrique, neta de Rocio e sobrinha de Wendy, que aguardava para embarcar em um segundo voo quando o acidente aconteceu.

A advogada Silvia Gomes, que acompanha os familiares das vítimas, conversou com a reportagem de O DIA e confirmou que a viagem tinha como principal objetivo celebrar a data especial da adolescente.

"Vieram ao Brasil em comemoração ao aniversário de 15 anos da Laura", afirmou.

Segundo a advogada, os familiares sobreviventes não têm condições emocionais de falar sobre o caso neste momento. Eles permanecem na cidade enquanto aguardam os procedimentos relacionados à identificação e liberação dos corpos. 

A família chegou ao Rio no início da semana e pretendia permanecer no país até a próxima terça-feira (11). Durante a estadia, visitou pontos turísticos da capital fluminense e também passou por Búzios, na Região dos Lagos.

Neste sábado, o grupo contratou um passeio panorâmico de helicóptero. Como eram seis passageiros, foi necessária a divisão em dois voos. Rocio, Wendy e Sofia embarcaram primeiro. No hangar ficaram Victor Manrique, filho de Rocio e irmão de Wendy, sua esposa Daniela Castañeda e a filha Laura, aniversariante da viagem.

De acordo com o relato repassado pela advogada, os familiares aguardavam o retorno da aeronave quando perceberam que algo estava errado. Inicialmente, receberam a informação de que teria ocorrido um pouso de emergência. Sem notícias concretas, passaram a buscar explicações.

A aeronave caiu em uma área de mata de difícil acesso próxima à Vista Chinesa e pegou fogo após o impacto. Os ocupantes morreram carbonizados.

A advogada afirmou ainda que a empresa responsável pelo passeio informou aos familiares que a aeronave estava em condições regulares de operação e que o piloto possuía experiência.

"Questionei sobre todo o procedimento e informaram que a aeronave estava em perfeitas condições de uso e que o piloto era experiente", relatou a advogada. 

Segundo Silvia, a empresa também está prestando assistência aos familiares, incluindo hospedagem e o custeio de passagens aéreas para parentes que precisarão vir ao Brasil.

"A empresa aérea está prestando toda assistência necessária. Inclusive custeando passagem aérea de familiares."

Os sobreviventes permanecerão no Rio até a conclusão dos trâmites necessários. Até a noite deste sábado, ainda não havia previsão para a liberação dos corpos.

As causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Até o momento, não há informações oficiais sobre o que provocou a queda do helicóptero.
Entenda o caso

O helicóptero Robinson R44, prefixo PP-MFS, caiu em uma área de mata de difícil acesso próxima à Vista Chinesa. Após o impacto, a aeronave pegou fogo.

As vítimas foram identificadas como o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17 anos. As três eram avó, filha e neta e estavam no Rio de Janeiro a passeio.

O Cenipa e demais órgãos competentes apuram as causas do acidente. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que provocou a queda da aeronave.
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