Publicado 14/08/2026 19:52
Rio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou uma avaliação que pode alterar os regulamentos do setor de serviços aéreos no Rio de Janeiro. A medida ocorre após uma sequência de acidentes envolvendo helicópteros na cidade. O caso mais recente aconteceu no último dia 8, na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista.
Publicidade"Já foi iniciada uma avaliação dos regulamentos do setor, além da intensificação da fiscalização no Rio de Janeiro", disse o órgão em nota ao DIA, nesta sexta-feira (14). Com uma vistoria mais rígida, a Anac quer verificar as condições das aeronaves, dos pilotos e das empresas que atuam no segmento de Serviços Aéreos Especializados (SAE). A prioridade será a operação de voos panorâmicos.
Segundo um levantamento do Ministério Público Federal, o Rio registra em média 68 voos turísticos de helicóptero por dia. Entre outubro de 2025 e abril de 2026, levantamentos da Aeronáutica apontaram que 28% das operações realizadas a partir de Jacarepaguá ocorreram abaixo do limite de 500 pés (150 metros), sendo os helicópteros responsáveis por 65% das infrações.
No mesmo período, a frota da cidade avançou 29%, passando de 247 aeronaves em 2023 para 319 em 2026, de acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Entre 2024 e 2025, o MPF firmou compromissos com 14 empresas do setor para aprimorar protocolos de segurança. Entre elas estava a VRP, proprietária da aeronave que caiu na Vista Chinesa.
Ainda em nota, o órgão informou que que tem atuado nos processos certificação de empresas prestadoras de serviços aéreos e realiza essas ações com base em padrões internacionais. "Além disso, a Agência continuamente realiza ajustes em seus procedimentos fiscalizatórios, seja para adequá-los a determinado segmento da aviação ou quando são identificados riscos inaceitáveis", diz um trecho do comunicado.
Entre as vítimas do último acidente estavam o piloto Alessandro Rocha, de 40 anos e as turistas colombianas Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17. A aeronave, um Robinson R44 de prefixo PP-MFS, pertencia à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos). O helicóptero caiu em uma área de mata do Parque Nacional da Tijuca e provocou um incêndio.
Segundo a Anac, o helicóptero estava com a certificação em dia. As causas da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Prefeitura pediu fiscalização
Após a tragédia, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) solicitou uma fiscalização extraordinária à Anac. Ele também encaminhou um ofício à agência. Cavaliere defendeu a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos, ainda não concretizada. A medida, segundo ele, permitiria uma inspeção mais ampla das aeronaves, dos aeropontos e dos procedimentos de manutenção.
Segundo a Anac, o helicóptero estava com a certificação em dia. As causas da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Prefeitura pediu fiscalização
Após a tragédia, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) solicitou uma fiscalização extraordinária à Anac. Ele também encaminhou um ofício à agência. Cavaliere defendeu a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos, ainda não concretizada. A medida, segundo ele, permitiria uma inspeção mais ampla das aeronaves, dos aeropontos e dos procedimentos de manutenção.
Dez mortos em menos de dois meses
A queda na Vista Chinesa ocorreu 55 dias após outro acidente fatal no Rio. Em 14 de junho, dois helicópteros colidiram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. As aeronaves caíram no pátio de uma concessionária. Seis pessoas morreram. Somados, os dois acidentes deixaram dez mortos em menos de dois meses.
Em janeiro, outro helicóptero caiu em uma área de mata em Guaratiba. Três pessoas morreram. Já em abril, um piloto precisou fazer um pouso forçado no mar da Barra da Tijuca. Os três ocupantes sobreviveram.
Polícia aguarda laudo do Cenipa
A investigação sobre a queda na Vista Chinesa está sob responsabilidade da 19ª DP (Tijuca). A perícia já foi realizada no local. A Polícia Civil agora aguarda o laudo do Cenipa. O documento deve auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.
Os corpos das quatro vítimas foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML). Exames odontológicos e antropológicos foram realizados para confirmar as identidades de cada uma das colombianas. Até o momento, apenas o corpo do piloto Alessandro Rocha foi identificado e liberado, já tendo sido enterrado.
A queda na Vista Chinesa ocorreu 55 dias após outro acidente fatal no Rio. Em 14 de junho, dois helicópteros colidiram no ar na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. As aeronaves caíram no pátio de uma concessionária. Seis pessoas morreram. Somados, os dois acidentes deixaram dez mortos em menos de dois meses.
Em janeiro, outro helicóptero caiu em uma área de mata em Guaratiba. Três pessoas morreram. Já em abril, um piloto precisou fazer um pouso forçado no mar da Barra da Tijuca. Os três ocupantes sobreviveram.
Polícia aguarda laudo do Cenipa
A investigação sobre a queda na Vista Chinesa está sob responsabilidade da 19ª DP (Tijuca). A perícia já foi realizada no local. A Polícia Civil agora aguarda o laudo do Cenipa. O documento deve auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.
Os corpos das quatro vítimas foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML). Exames odontológicos e antropológicos foram realizados para confirmar as identidades de cada uma das colombianas. Até o momento, apenas o corpo do piloto Alessandro Rocha foi identificado e liberado, já tendo sido enterrado.
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