Publicado 18/08/2026 13:43
Rio - O Edifício Docas André Rebouças, localizado na região da Pequena África, na Zona Portuária do Rio, recebeu nesta terça-feira (18) uma celebração ao Centro de Interpretação da Herança Africana do Cais do Valongo. O encontro marcou um novo passo no processo de requalificação do armazém e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes.
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O edifício histórico abrigará ainda o Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial Cais do Valongo, o Memorial André Rebouças e o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (LAAU).
Segundo a ministra, a iniciativa representa um caminho para a reparação histórica pelos mais de 380 anos de escravidão e pela falta de direitos que se estendeu após a abolição.
"Nós estamos na retomada das relações do Brasil com os países africanos, e há uma expectativa muito grande da gente reencontrar essa ponte, de refazer esses caminhos de reconhecimento pela luta do povo. Por uma reparação que diz respeito a mais de 380 anos de escravidão e mais cento e tantos anos sem direito à escola, ao trabalho e à dignidade. Hoje, todo mundo, pretos, brancos e indígenas, precisa estar unido nesse processo, porque o Brasil só será um país com uma democracia cidadã quando essa justiça for feita, junto a uma série de ações, como justiça social, acesso à saúde, à educação, às artes e à cultura", disse.
Margareth Menezes destacou ainda a importância da cultura na preservação da memória e na valorização da diversidade brasileira.
"É na cultura que transita esse ponto de memória, esse lugar de sentimento, de qualificação do sentimento humano, para a gente se sentir mais igual, para a gente saber mais quem somos nós. É na cultura que está essa memória importante, essa diversidade cultural brasileira. Isso nos fortalece como povo, nos fortalece como diferencial. Cada povo tem o seu jeito, e o nosso jeito é diverso, mas tudo aqui é Brasil. O Brasil é para nós, não podemos ser mais subjugados. (...) O povo que não reconhece sua cultura fica à mercê da colonização. Para nós, já basta de colonização", afirmou.
Por fim, a ministra reforçou que o Cais do Valongo representa um marco na construção de uma identidade brasileira marcada pela diversidade e pelo respeito às diferenças.
"O começo desse processo hoje aqui significa o caminho dessa reparação necessária para a gente ser uma nação onde as pessoas sejam mais bem tratadas na sua maneira de ser, na sua maneira de vestir, na sua maneira de acreditar, tudo isso faz parte. Viva a democracia, viva a soberania, viva a cultura brasileira, viva o Cais do Valongo, viva o Rio de Janeiro!", finalizou.
Segundo a ministra, a iniciativa representa um caminho para a reparação histórica pelos mais de 380 anos de escravidão e pela falta de direitos que se estendeu após a abolição.
"Nós estamos na retomada das relações do Brasil com os países africanos, e há uma expectativa muito grande da gente reencontrar essa ponte, de refazer esses caminhos de reconhecimento pela luta do povo. Por uma reparação que diz respeito a mais de 380 anos de escravidão e mais cento e tantos anos sem direito à escola, ao trabalho e à dignidade. Hoje, todo mundo, pretos, brancos e indígenas, precisa estar unido nesse processo, porque o Brasil só será um país com uma democracia cidadã quando essa justiça for feita, junto a uma série de ações, como justiça social, acesso à saúde, à educação, às artes e à cultura", disse.
Margareth Menezes destacou ainda a importância da cultura na preservação da memória e na valorização da diversidade brasileira.
"É na cultura que transita esse ponto de memória, esse lugar de sentimento, de qualificação do sentimento humano, para a gente se sentir mais igual, para a gente saber mais quem somos nós. É na cultura que está essa memória importante, essa diversidade cultural brasileira. Isso nos fortalece como povo, nos fortalece como diferencial. Cada povo tem o seu jeito, e o nosso jeito é diverso, mas tudo aqui é Brasil. O Brasil é para nós, não podemos ser mais subjugados. (...) O povo que não reconhece sua cultura fica à mercê da colonização. Para nós, já basta de colonização", afirmou.
Por fim, a ministra reforçou que o Cais do Valongo representa um marco na construção de uma identidade brasileira marcada pela diversidade e pelo respeito às diferenças.
"O começo desse processo hoje aqui significa o caminho dessa reparação necessária para a gente ser uma nação onde as pessoas sejam mais bem tratadas na sua maneira de ser, na sua maneira de vestir, na sua maneira de acreditar, tudo isso faz parte. Viva a democracia, viva a soberania, viva a cultura brasileira, viva o Cais do Valongo, viva o Rio de Janeiro!", finalizou.
O evento foi promovido pelo coletivo de organizações que representam a sociedade civil no Comitê Gestor do Sítio Arqueológico Cais do Valongo.
Patrimônio Mundial
O Cais do Valongo foi construído em 1811 pela Intendência Geral de Polícia da Corte do Rio de Janeiro, para retirar da Rua Direita, atual Rua Primeiro de Março, o desembarque e comércio de africanos escravizados que eram levados para as plantações de café, fumo e açúcar do interior do estado e de outras regiões do Brasil. A estimativa é de que entre 500 mil e um milhão de escravizados passaram por lá até 1831, vindos principalmente de portos do atual território de Angola e Moçambique.
Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 2017, ele tem uma forte ligação com a história da escravidão no Brasil e é considerado o maior porto receptor de pessoas escravizadas do mundo. Mesmo com a proibição do tráfico negreiro em 1831, continuou sendo um dos principais pontos para compra e venda de pessoas.
Localizada entre os bairros da Gamboa, Santo Cristo e Saúde, a região compreende a Pequena África, ocupada por uma população majoritariamente negra, cuja história está ligada ao tráfico de escravizados, à diáspora africana e ao nascimento do samba.
Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desde 2017, ele tem uma forte ligação com a história da escravidão no Brasil e é considerado o maior porto receptor de pessoas escravizadas do mundo. Mesmo com a proibição do tráfico negreiro em 1831, continuou sendo um dos principais pontos para compra e venda de pessoas.
Localizada entre os bairros da Gamboa, Santo Cristo e Saúde, a região compreende a Pequena África, ocupada por uma população majoritariamente negra, cuja história está ligada ao tráfico de escravizados, à diáspora africana e ao nascimento do samba.
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