Publicado 20/08/2026 15:22 | Atualizado 20/08/2026 15:48
Rio - A Prefeitura do Rio lançou, nesta quinta-feira (20), um programa que amplia a integração de dados com empresas privadas. Nesta primeira etapa, Light, 99 e Gabriel passam a contribuir com informações para a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas). O objetivo é qualificar análises, apoiar investigações, além de identificar padrões e conexões relacionados às dinâmicas criminais, inclusive relacionados a furto de cabos, na capital fluminense.
Publicidade O Programa Civitas Rio de Pesquisa e Desenvolvimento (CPID XVII) reúne empresas de setores diferentes, considerando a natureza, relevância e complementaridade das informações. "Essas parcerias ampliam a capacidade da Prefeitura do Rio de transformar imagens e dados em inteligência. Ao cruzar essas informações com outras fontes da Civitas Rio, conseguimos reconstruir trajetórias, conectar fatos e produzir provas que ajudem a acelerar investigações e prender criminosos. É mais informação qualificada para apoiar as forças policiais com precisão, segurança e evidências", explicou o Chefe Executivo da Civitas, Davi Carreiro.
Cada empresa contribui de maneira diferente. A 99 fornece registros sobre deslocamentos, trajetos, horários e dados cadastrais que podem ajudar a contextualizar a investigação. A integração também pode contribuir para compreender dinâmicas como crimes praticados por falsos entregadores que usam mochilas da plataforma. O objetivo é acrescentar contexto às investigações e revelar relações que não seriam percebidas a partir de uma única base.
"Esta parceria reafirma nossa convicção de que a segurança pública é um trabalho coletivo. Ao conectar nossa tecnologia e telemetria ao ecossistema da Civitas, auxiliamos na formação de uma rede de proteção mais resiliente e integrada. É um passo fundamental para transformar a mobilidade urbana em um ambiente mais seguro para motoristas, passageiros e para toda a cidade", afirmou Fernando Paes, diretor de Políticas Públicas e Assuntos Governamentais da 99.
Já a Light acrescenta informações relacionadas à infraestrutura da cidade e as ocorrências que afetam serviços essenciais, como o furto de cabos. Somente entre janeiro e julho de 2026, foram registradas 780 ocorrências desse tipo, o que gerou um prejuízo estimado em R$ 10,4 milhões na área de concessão da empresa.
O cruzamento desses dados com as demais fontes da Civitas Rio permitirá estudar concentrações territoriais, recorrências, horários e padrões relacionados a esses crimes. A proposta é transformar informações fragmentadas em conhecimento sobre dinâmicas que podem se repetir na cidade. Em contrapartida, a Light vai poder acessar as câmeras da prefeitura, em transmissão ao vivo, para acompanhamento das ocorrências ligadas à sua infraestrutura.
"O furto de cabos deixou de ser apenas um problema operacional da concessionária e passou a ser uma questão que afeta a cidade e exige atuação conjunta entre diferentes agentes públicos e privados. Ao integrar nossos dados operacionais à capacidade analítica da Civitas, avançamos de um modelo reativo para uma atuação cada vez mais preventiva, o que nos ajuda a proteger uma infraestrutura essencial para o funcionamento do Rio", disse o diretor da Light, Lucas Nass.
A Gabriel, por sua vez, contribui com informações territoriais, imagens, registros de circulação e dados que podem ajudar a reconstruir trajetórias e compreender recorrências. Integradas às demais fontes da Civitas Rio, essas informações podem auxiliar a identificar padrões e conexões entre diferentes ocorrências.
"Na Gabriel, acreditamos que a inteligência e a união entre poder público, empresas privadas e sociedade civil são os melhores instrumentos para virar o jogo da segurança pública no Brasil. A partir dessa parceria, vamos somar a capilaridade de mais de 10 mil câmeras inteligentes da Gabriel instaladas no município do Rio de Janeiro à Civitas Rio, trazendo estrutura e granularidade de dados sobre o dia a dia
da cidade", comentou Erick Coser, Fundador e Diretor Executivo da Gabriel.
da cidade", comentou Erick Coser, Fundador e Diretor Executivo da Gabriel.
Pesquisa aplicada transforma desafios em soluções
O programa abre uma frente de pesquisa e desenvolvimento. A partir das novas fontes e de desafios reais, a Civitas Rio poderá estudar padrões criminais, testar metodologias e desenvolver soluções para qualificar o trabalho das forças de segurança e do sistema de Justiça. A cooperação é de interesse público e não envolve transferência de recursos financeiros entre os participantes.
Alunos da Universidade Stanford, dos Estados Unidos, passaram dois meses na Civitas Rio trabalhando em desafios da Central. A atividade resultou em um assistente virtual para os operadores, que facilita o uso do aplicativo e a consulta a fontes como Disque Denúncia e Fogo Cruzado em inquéritos e casos apoiados pela central.
"Nada mais natural do que aproximar os melhores laboratórios, pesquisadores e universidades da nossa equipe já qualificada, somando conhecimento científico à nossa experiência. É essa combinação entre conhecimento técnico e uma experiência prática que posiciona a Civitas Rio como uma das principais centrais de tecnologia para segurança pública do Brasil", contou Maria Eduarda Couto, coordenadora de tecnologia e dados da central de inteligência.
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