Publicado 20/08/2026 16:15 | Atualizado 20/08/2026 16:38
Rio - "Meu pai morreu e eu fiquei com todas essas perguntas. Eu só quero respostas". É assim que Enzo Muzy Figueiredo, filho do policial penal Leonardo Figueiredo Silva, de 39 anos, resume o momento vivido pela família após a morte do pai. Leonardo foi baleado em um quiosque na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, na madrugada de segunda-feira (17).
Publicidade O suspeito de atirar é um policial militar, que não teve o nome identificado. Ele foi levado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e liberado logo em seguida. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a principal linha considerada inicialmente foi a de que o PM teria agido em legítima defesa. Um inquérito foi instaurado para esclarecer as circunstâncias da morte.
A versão, no entanto, é questionada pelo filho do policial penal. Enzo afirma ter tido acesso as imagens que, segundo ele, mostram o PM mantendo a arma apontada para Leonardo por cerca de 30 segundos, enquanto o pai recuava. Na avaliação dele, o vídeo não mostra uma discussão entre os dois naquele trecho.
"Ele permanece com a arma apontada para o meu pai por quase 30 segundos, enquanto meu pai recua e se afasta. Naquele trecho, não aparece uma discussão acontecendo entre os dois", relatou.
Enzo também questiona a sequência dos disparos. Segundo ele, seriam sete ou oito tiros, inclusive em um momento em que Leonardo já estaria no chão. Para Enzo, a principal pergunta é justamente o que aconteceu antes do primeiro disparo e como a dinâmica registrada nas imagens foi considerada compatível com uma reação em legítima defesa.
A família também aguarda respostas sobre a perícia das armas. Ele defende que os exames esclareçam se a arma foi usada, quantos tiros foram disparados pelo PM, quais atingiram Leonardo e qual foi a trajetória dos projéteis.
Outro ponto levantado pelo filho é a quantidade de lesões no corpo do policial penal. Segundo Enzo, as imagens analisadas pela família aparentam indicar mais ferimentos do que os dois disparos inicialmente mencionados.
Testemunhas e outras imagens
Enzo afirma que existem versões diferentes de pessoas que estavam no quiosque sobre o início da confusão. Para ele, os relatos precisam ser confrontados com as imagens de segurança.
"Eu não quero afirmar qual delas é verdadeira. Quero que essas pessoas sejam ouvidas e que os relatos sejam confrontados com as imagens", disse.
A família também pretende esclarecer a cronologia do socorro, desde o momento dos disparos até a chegada das equipes de segurança e atendimento médico. Enzo quer saber quando o socorro foi acionado, quanto tempo levou para chegar e se todas as câmeras do local tiveram as gravações completas recolhidas e analisadas.
'Ele me moldou como homem'
Em meio às dúvidas sobre a investigação, Enzo também fala sobre a relação com o pai. Ele descreve Leonardo como uma figura fundamental em sua formação.
"Meu pai sempre foi um paizão para mim. Ele me moldou como homem e, desde cedo, me mostrou o caminho certo, me incentivou a estudar e a ser uma pessoa de valores. Tudo o que sou hoje, devo a ele", disse.
Para o filho, Leonardo era uma pessoa alegre, que gostava de estar cercada por amigos e familiares. As reuniões de fim de ano, conta, eram uma tradição e aconteciam na casa da família.
"Como pessoa, meu pai sempre foi alguém para cima, divertido e que gostava de viver", lembrou.
Leonardo também deixou uma filha mais velha, Larissa Figueiredo. Para Enzo, a busca da família não é por uma conclusão antecipada sobre o caso, mas por uma investigação que considere todas as versões e evidências disponíveis.
"Eu não quero condenar ninguém sem provas e também não quero que vocês simplesmente acreditem na versão da minha família. Quero que vocês olhem as imagens, ouçam as testemunhas, procurem a Polícia, confrontem as informações e mostrem o que realmente aconteceu", afirmou.
A Polícia Civil informou que diligências estavam em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte. A investigação deve analisar imagens de câmeras de segurança, depoimentos e provas periciais para determinar a dinâmica do confronto.
A versão, no entanto, é questionada pelo filho do policial penal. Enzo afirma ter tido acesso as imagens que, segundo ele, mostram o PM mantendo a arma apontada para Leonardo por cerca de 30 segundos, enquanto o pai recuava. Na avaliação dele, o vídeo não mostra uma discussão entre os dois naquele trecho.
"Ele permanece com a arma apontada para o meu pai por quase 30 segundos, enquanto meu pai recua e se afasta. Naquele trecho, não aparece uma discussão acontecendo entre os dois", relatou.
Enzo também questiona a sequência dos disparos. Segundo ele, seriam sete ou oito tiros, inclusive em um momento em que Leonardo já estaria no chão. Para Enzo, a principal pergunta é justamente o que aconteceu antes do primeiro disparo e como a dinâmica registrada nas imagens foi considerada compatível com uma reação em legítima defesa.
A família também aguarda respostas sobre a perícia das armas. Ele defende que os exames esclareçam se a arma foi usada, quantos tiros foram disparados pelo PM, quais atingiram Leonardo e qual foi a trajetória dos projéteis.
Outro ponto levantado pelo filho é a quantidade de lesões no corpo do policial penal. Segundo Enzo, as imagens analisadas pela família aparentam indicar mais ferimentos do que os dois disparos inicialmente mencionados.
Testemunhas e outras imagens
Enzo afirma que existem versões diferentes de pessoas que estavam no quiosque sobre o início da confusão. Para ele, os relatos precisam ser confrontados com as imagens de segurança.
"Eu não quero afirmar qual delas é verdadeira. Quero que essas pessoas sejam ouvidas e que os relatos sejam confrontados com as imagens", disse.
A família também pretende esclarecer a cronologia do socorro, desde o momento dos disparos até a chegada das equipes de segurança e atendimento médico. Enzo quer saber quando o socorro foi acionado, quanto tempo levou para chegar e se todas as câmeras do local tiveram as gravações completas recolhidas e analisadas.
'Ele me moldou como homem'
Em meio às dúvidas sobre a investigação, Enzo também fala sobre a relação com o pai. Ele descreve Leonardo como uma figura fundamental em sua formação.
"Meu pai sempre foi um paizão para mim. Ele me moldou como homem e, desde cedo, me mostrou o caminho certo, me incentivou a estudar e a ser uma pessoa de valores. Tudo o que sou hoje, devo a ele", disse.
Para o filho, Leonardo era uma pessoa alegre, que gostava de estar cercada por amigos e familiares. As reuniões de fim de ano, conta, eram uma tradição e aconteciam na casa da família.
"Como pessoa, meu pai sempre foi alguém para cima, divertido e que gostava de viver", lembrou.
Leonardo também deixou uma filha mais velha, Larissa Figueiredo. Para Enzo, a busca da família não é por uma conclusão antecipada sobre o caso, mas por uma investigação que considere todas as versões e evidências disponíveis.
"Eu não quero condenar ninguém sem provas e também não quero que vocês simplesmente acreditem na versão da minha família. Quero que vocês olhem as imagens, ouçam as testemunhas, procurem a Polícia, confrontem as informações e mostrem o que realmente aconteceu", afirmou.
A Polícia Civil informou que diligências estavam em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte. A investigação deve analisar imagens de câmeras de segurança, depoimentos e provas periciais para determinar a dinâmica do confronto.
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