Publicado 22/08/2026 21:55
Rio - O Observatório de Favelas celebrou neste sábado (22) os seus 25 anos de atuação com um grande encontro que reuniu pessoas, culturas e territórios. O Festival de Favela – "25 anos acreditando nas potências dos territórios populares" ocupou o Galpão Bela Maré, na Zona Norte, com uma programação gratuita com mesas de diálogo, sessão de cinema, abertura de exposição, oficina e apresentações musicais.
PublicidadeO evento celebrou a trajetória da instituição e promoveu reflexões sobre o presente e os caminhos para o futuro das favelas e periferias. A inspiração do Festival parte de uma imagem recorrente nas arquiteturas das favelas: o vergalhão que permanece exposto nas construções. Longe de representar algo inacabado, ele simboliza continuidade e a proposta de criar novas possiblidades, de ir além. A imagem sintetiza o espírito da celebração: reconhecer o legado construído coletivamente ao longo dos últimos 25 anos e reafirmar o compromisso com os futuros que seguem sendo erguidos a partir das potências dos territórios populares.
"Essa comemoração também é um gesto de gratidão e de responsabilidade. Gratidão por tudo o que foi construído coletivamente e responsabilidade por seguir ampliando esse legado. Por isso, o Festival parte da imagem do vergalhão exposto nas construções das favelas: uma estrutura que anuncia continuidade. A base existe porque muitas pessoas a construíram, mas ela permanece aberta para que outras gerações possam seguir erguendo novos andares dessa história", afirma Isabela Souza, que integra a diretoria do Observatório de Favelas ao lado de Elionalva Sousa, Priscila Rodrigues e Raquel Willadino. A atual direção da instituição é composta integralmente por mulheres.
Reunindo grandes vozes da produção intelectual, artística, cultural e política das periferias, o Festival promove uma programação que articula diferentes atividades abertas e gratuitas ao público. Entre mesas de diálogo, oficina, sessão de cinema, exposição e atrações musicais, o evento abordou temas como democracia, direito à cidade, cultura, memória, comunicação, participação social e produção de conhecimento a partir das favelas e periferias.
Fundado em 2001, na Maré, o Observatório de Favelas tornou-se referência nacional e internacional na produção de conhecimento, formação, comunicação, incidência política e ações culturais voltadas ao fortalecimento das favelas e periferias brasileiras. Ao longo de sua trajetória, consolidou uma perspectiva que reconhece esses territórios como espaços de criação, produção de conhecimento e transformação social. Para os próximos anos, o desafio é ampliar ainda mais o protagonismo de quem vive nesses territórios e fortalecer a diversidade de vozes capazes de construir novos olhares sobre suas realidades.
"Quando eu penso nos próximos 25 anos, espero que moradores de favelas e periferias estejam cada vez mais produzindo suas próprias narrativas, contando suas próprias histórias e apresentando outras perspectivas. Que tenhamos cada vez mais pessoas negras, LGBTs, faveladas, periféricas, indígenas e pessoas com deficiência narrando a própria realidade e rompendo, todos os dias, com a narrativa única e com os estereótipos construídos sobre esses territórios", comenta Priscila Rodrigues.
Programação
A programação teve início com uma sessão especial do CineBela, cineclube do Galpão Bela Maré, que apresentou a animação Como Mágica, dirigida por Nathan Greno. Após a exibição, Pietra Mesquita e Ysake Rosa participaram de um bate-papo com o público sobre os temas abordados pelo filme, ampliando a reflexão sobre convivência, diversidade e construção coletiva.
Ainda pela manhã, o artista e pesquisador Thiago Britto ministrou a oficina "A tecnologia da imaginação", que propõe uma experiência de criação a partir das memórias, afetos e repertórios dos participantes. Por meio da escrita, do desenho e da fotografia, a atividade investiga como a inteligência ancestral e as narrativas visuais podem fortalecer os vínculos com o território e ampliar as possibilidades de imaginar futuros.
Entre os destaques da programação estava também a abertura da exposição "Tudo começa pelo território", concebida especialmente para celebrar os 25 anos do Observatório de Favelas. Em uma parceria entre o Galpão Bela Maré e o Programa Imagens do Povo, iniciativas da instituição, a mostra reuniu fotografias, obras audiovisuais e trabalhos de artistas, fotógrafas, fotógrafos, pesquisadores e realizadores que integram o acervo construído pela instituição ao longo de sua trajetória.
"Essa comemoração também é um gesto de gratidão e de responsabilidade. Gratidão por tudo o que foi construído coletivamente e responsabilidade por seguir ampliando esse legado. Por isso, o Festival parte da imagem do vergalhão exposto nas construções das favelas: uma estrutura que anuncia continuidade. A base existe porque muitas pessoas a construíram, mas ela permanece aberta para que outras gerações possam seguir erguendo novos andares dessa história", afirma Isabela Souza, que integra a diretoria do Observatório de Favelas ao lado de Elionalva Sousa, Priscila Rodrigues e Raquel Willadino. A atual direção da instituição é composta integralmente por mulheres.
Reunindo grandes vozes da produção intelectual, artística, cultural e política das periferias, o Festival promove uma programação que articula diferentes atividades abertas e gratuitas ao público. Entre mesas de diálogo, oficina, sessão de cinema, exposição e atrações musicais, o evento abordou temas como democracia, direito à cidade, cultura, memória, comunicação, participação social e produção de conhecimento a partir das favelas e periferias.
Fundado em 2001, na Maré, o Observatório de Favelas tornou-se referência nacional e internacional na produção de conhecimento, formação, comunicação, incidência política e ações culturais voltadas ao fortalecimento das favelas e periferias brasileiras. Ao longo de sua trajetória, consolidou uma perspectiva que reconhece esses territórios como espaços de criação, produção de conhecimento e transformação social. Para os próximos anos, o desafio é ampliar ainda mais o protagonismo de quem vive nesses territórios e fortalecer a diversidade de vozes capazes de construir novos olhares sobre suas realidades.
"Quando eu penso nos próximos 25 anos, espero que moradores de favelas e periferias estejam cada vez mais produzindo suas próprias narrativas, contando suas próprias histórias e apresentando outras perspectivas. Que tenhamos cada vez mais pessoas negras, LGBTs, faveladas, periféricas, indígenas e pessoas com deficiência narrando a própria realidade e rompendo, todos os dias, com a narrativa única e com os estereótipos construídos sobre esses territórios", comenta Priscila Rodrigues.
Programação
A programação teve início com uma sessão especial do CineBela, cineclube do Galpão Bela Maré, que apresentou a animação Como Mágica, dirigida por Nathan Greno. Após a exibição, Pietra Mesquita e Ysake Rosa participaram de um bate-papo com o público sobre os temas abordados pelo filme, ampliando a reflexão sobre convivência, diversidade e construção coletiva.
Ainda pela manhã, o artista e pesquisador Thiago Britto ministrou a oficina "A tecnologia da imaginação", que propõe uma experiência de criação a partir das memórias, afetos e repertórios dos participantes. Por meio da escrita, do desenho e da fotografia, a atividade investiga como a inteligência ancestral e as narrativas visuais podem fortalecer os vínculos com o território e ampliar as possibilidades de imaginar futuros.
Entre os destaques da programação estava também a abertura da exposição "Tudo começa pelo território", concebida especialmente para celebrar os 25 anos do Observatório de Favelas. Em uma parceria entre o Galpão Bela Maré e o Programa Imagens do Povo, iniciativas da instituição, a mostra reuniu fotografias, obras audiovisuais e trabalhos de artistas, fotógrafas, fotógrafos, pesquisadores e realizadores que integram o acervo construído pela instituição ao longo de sua trajetória.
Com curadoria de Ana V. Lopes e Monara Barreto, a exposição apresenta trabalhos de AF Rodrigues, Ana Bia Novais, Arthur Viana, Caio França, Diego Reis, Elisângela Leite, Francisco Valdean, Gabe Ferreira, Patricia Dias Belaestilosa, Ratão Diniz e Thanis Parajara.
Ao longo da tarde, o público acompanhou três mesas de diálogo dedicadas a temas que atravessam a trajetória do Observatório de Favelas e os desafios contemporâneos das favelas e periferias. Os encontros reuniram intelectuais, artistas, lideranças comunitárias, pesquisadores e representantes de movimentos sociais para discutir organização coletiva, democracia, direitos, cultura, memória e produção de narrativas.
A primeira mesa, "Mutirão: a força do fazer junto", discutiu o papel da organização coletiva na construção dos territórios populares. Em seguida, "Bem-viver, território e democracia" abordou temas como cuidado, justiça social, participação democrática e direito à cidade. Encerrando a programação de debates, "Inventar futuros: cultura, memória e produção de narrativas" reuniu diferentes perspectivas sobre o papel da arte, da comunicação e da memória na valorização das favelas e na construção de novos imaginários para esses territórios.
Ao longo da tarde, o público acompanhou três mesas de diálogo dedicadas a temas que atravessam a trajetória do Observatório de Favelas e os desafios contemporâneos das favelas e periferias. Os encontros reuniram intelectuais, artistas, lideranças comunitárias, pesquisadores e representantes de movimentos sociais para discutir organização coletiva, democracia, direitos, cultura, memória e produção de narrativas.
A primeira mesa, "Mutirão: a força do fazer junto", discutiu o papel da organização coletiva na construção dos territórios populares. Em seguida, "Bem-viver, território e democracia" abordou temas como cuidado, justiça social, participação democrática e direito à cidade. Encerrando a programação de debates, "Inventar futuros: cultura, memória e produção de narrativas" reuniu diferentes perspectivas sobre o papel da arte, da comunicação e da memória na valorização das favelas e na construção de novos imaginários para esses territórios.
Encerrando a programação, o Festival promoveu uma grande celebração musical com roda de samba do Grupo Arruda, seguida de um set da DJ Bieta. Aberta ao público, a festa reforçou a cultura como espaço de encontro, convivência e fortalecimento dos vínculos comunitários.
O Festival De Favelas contou com o apoio da Fundação Tide Setubal, patrocínio do Instituto Unibanco e realização do Observatório de Favelas.
O Festival De Favelas contou com o apoio da Fundação Tide Setubal, patrocínio do Instituto Unibanco e realização do Observatório de Favelas.
Leia mais

Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.