Publicado 24/08/2026 06:26 | Atualizado 24/08/2026 11:55
Rio - Uma operação da Polícia Militar nas comunidades Parada de Lucas e Vigário Geral, no Complexo de Israel, na Zona Norte, provocou intenso tiroteio e o fechamento temporário da Avenida Brasil e Linha Vermelha na madrugada desta segunda-feira (24). A ação faz parte da segunda fase da ocupação, que ocorre após a estabilização da Cidade Alta e a remoção de barricadas na região.
As vias foram liberadas pouco antes das 3h. Por volta das 9h, um incêndio em dois caminhões voltou a fechar a Avenida Brasil, na altura de Coelho Neto, na Zona Norte. Segundo o Centro de Operações Rio, a pista central permanece interditada neste fim da manhã. O desvio está sendo realizado pela calha do BRT. Já no sentido Zona Oeste, as faixas foram liberadas após o trabalho da Comlurb. O Corpo de Bombeiros atuou no combate as chamas.
Ainda na ação, equipes do Bope prenderam quatro criminosos após negociação para a rendição. Com eles, foram apreendidos dois fuzis, granadas, coletes e grande quantidade de drogas, além de radiocomunicadores.
No local, familiares dos presos e moradores da comunidade pediram que não houvesse confronto. Nervosas, algumas pessoas se reuniram com policiais militares e informaram que os bandidos iriam se render sem troca de tiros.
Vídeo mostra incêndio na Avenida Brasil:
De acordo com o porta-voz da PM, major Maicon Pereira, os agentes conseguiram chegar até os criminosos após informações de inteligência.
"Eles (policiais) conseguiram ir atrás de criminosos que atravessaram ali alguns valões a nado e depois retornaram para onde estavam, na área de mata, se escondendo (...) São criminosos oriundos da comunidade de Vigário Geral e Parada de Lucas que estavam escondidos após o início da ação policial na área de mata. E aí a gente vê a complexidade da atuação policial no dia de hoje, um dia chuvoso, criminosos se escondendo no meio da mata, passando em meio ao charco, policiais totalmente enlamaçados após o início dessa ação", destacou.
Sobre o incêndio na Avenida Brasil, o major reforçou que essa é uma prática comum da organização para dificultar a atuação das forças de segurança.
"O maior desafio nesses territórios é conseguir preservar a vida da população, é conseguir agir sem termos nenhuma vítima causada por criminosos, já que a gente sabe da covardia desses criminosos, como já aconteceu em outras oportunidades, que eles atiram até mesmo contra as vias expressas. E aí a gente reforça a necessidade de aplicar o protocolo que foi adotado hoje: o fechamento preventivo da via para que a gente consiga atuar em segurança e coloque a população fora do risco", afirmou.
"O maior desafio nesses territórios é conseguir preservar a vida da população, é conseguir agir sem termos nenhuma vítima causada por criminosos, já que a gente sabe da covardia desses criminosos, como já aconteceu em outras oportunidades, que eles atiram até mesmo contra as vias expressas. E aí a gente reforça a necessidade de aplicar o protocolo que foi adotado hoje: o fechamento preventivo da via para que a gente consiga atuar em segurança e coloque a população fora do risco", afirmou.
O major destacou também o desafio de atuar no Complexo de Israel. "A gente está falando de um complexo de comunidades, a gente não está falando de chegar em um simples local e pegar um criminoso. Estamos falando de instalações fortemente armadas, com um poderio bélico muito grande. Lembrando que até carros-bomba foram encontrados. Então, vai muito além de uma ação policial como acontece em outra cidade. A gente fala de uma área realmente conflituativa, onde é um grande desafio para a força de segurança chegar até um criminoso dentro desses locais", disse.
Operação mira combater guerra entre facções
O grande objetivo também é impedir confrontos contra as comunidades do Quitungo, Guaporé, em Brás de Pina, e do Complexo da Penha, que acabam colocando toda a população em risco.
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"Essa é a segunda fase de uma ação iniciada na sexta-feira, quando a Polícia Militar atuou na Cidade Alta, onde mais de nove veículos foram recuperados, mais de 10 toneladas de barricadas foram removidas e o direito de ir e vir da população foi restabelecido com a liberação de diversas vias que estavam fechadas ou com valas que impediam o tráfego de veículos colocadas por criminosos", explicou o major.
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"Essa é a segunda fase de uma ação iniciada na sexta-feira, quando a Polícia Militar atuou na Cidade Alta, onde mais de nove veículos foram recuperados, mais de 10 toneladas de barricadas foram removidas e o direito de ir e vir da população foi restabelecido com a liberação de diversas vias que estavam fechadas ou com valas que impediam o tráfego de veículos colocadas por criminosos", explicou o major.
Ao todo, mais de 200 agentes atuam na localidade. A medida visa conter a atuação de grupos criminosos armados e reduzir os impactos da criminalidade no dia a dia de moradores e de usuários das principais vias expressas do município.
Segundo a corporação, a Cidade Alta possui posição topográfica privilegiada, o que pode ser utilizado pela facção para ampliar sua capacidade de observação, controle territorial e enfrentamento às forças de segurança. Com a estabilização daquela área, os agentes avançam para outras comunidades.
O principal objetivo é conter as disputas territoriais entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV) no entorno do complexo, além de combater quadrilhas que utilizam essas localidades como base para a prática de roubos de veículos e de cargas, exploração ilegal de serviços e outras atividades.
A operação também tem como foco o enfrentamento a práticas de perseguição e intolerância religiosa contra minorias religiosas, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos, determinadas pelo chefe do tráfico do TCP, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão.
Participam agentes dos batalhões de Operações Policiais Especiais (BOPE), de Ações com Cães (BAC), Tático de Motociclistas (BTM), Polícia de Choque (BPChq), Grupamento Aeromóvel (GAM) e Núcleo de Apoio a Operações Especiais (Naoe.
Pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE), atuam equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom).
A ação conta ainda com 40 viaturas leves, 15 motocicletas, cinco veículos blindados de transporte de pessoal (VBTP), uma ambulância do Bope, um Núcleo de Aeronave Remotamente Pilotada (NuARP), uma aeronave equipada com imageador e outra blindada. Também integram a estrutura de apoio equipamentos de engenharia e logística, incluindo retroescavadeira, caminhão-caçamba e caminhão-prancha.
Impactos
A operação também tem como foco o enfrentamento a práticas de perseguição e intolerância religiosa contra minorias religiosas, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos, determinadas pelo chefe do tráfico do TCP, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão.
Participam agentes dos batalhões de Operações Policiais Especiais (BOPE), de Ações com Cães (BAC), Tático de Motociclistas (BTM), Polícia de Choque (BPChq), Grupamento Aeromóvel (GAM) e Núcleo de Apoio a Operações Especiais (Naoe.
Pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE), atuam equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom).
A ação conta ainda com 40 viaturas leves, 15 motocicletas, cinco veículos blindados de transporte de pessoal (VBTP), uma ambulância do Bope, um Núcleo de Aeronave Remotamente Pilotada (NuARP), uma aeronave equipada com imageador e outra blindada. Também integram a estrutura de apoio equipamentos de engenharia e logística, incluindo retroescavadeira, caminhão-caçamba e caminhão-prancha.
Impactos
Devido a operação, oito escolas municipais suspenderam as aulas nesta manhã. Além disso, duas unidades de Atenção Primária interromperam o funcionamento e avaliam a possibilidade de abertura nas próximas horas. Outras três unidades mantêm o atendimento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, estão suspensas.
Em meio ao novo fechamento na Avenida Brasil, por volta das 10h, 20 linhas de ônibus foram impactadas com desvio no itinerário, são elas:
300 Sulacap x Candelária
369 Bangu x Candelária
378 Marechal Hermes x Castelo
384 Pavuna x Passeio
386 Anchieta x Candelária
388 Cesarão x Candelária
393 Bangu x Candelária
397 Campo Grande x Candelária
399 Pavuna x Passeio
665 Pavuna x Saens Pena
SVB665 Pavuna x Saens Pena
753 Santa Cruz x Coelho Neto
756 Santa Cruz x Coelho Neto
757 Sepetiba x Coelho Neto
759 Cesarão x Coelho Neto
770 Campo Grande x Coelho Neto
771 Campo Grande x Coelho Neto
2303 Cesarão x Castelo
2336 Campo Grande x Castelo
2339 Campo Grande x Castelo
369 Bangu x Candelária
378 Marechal Hermes x Castelo
384 Pavuna x Passeio
386 Anchieta x Candelária
388 Cesarão x Candelária
393 Bangu x Candelária
397 Campo Grande x Candelária
399 Pavuna x Passeio
665 Pavuna x Saens Pena
SVB665 Pavuna x Saens Pena
753 Santa Cruz x Coelho Neto
756 Santa Cruz x Coelho Neto
757 Sepetiba x Coelho Neto
759 Cesarão x Coelho Neto
770 Campo Grande x Coelho Neto
771 Campo Grande x Coelho Neto
2303 Cesarão x Castelo
2336 Campo Grande x Castelo
2339 Campo Grande x Castelo
Primeira fase
A PM anunciou, na última sexta-feira (21), a ocupação por tempo indeterminado do Complexo de Israel. Na ocasião, as equipes atuaram nas comunidades Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Durante a operação, agentes do Comando de Operações Especiais (COE) removeram seis estruturas instaladas para dificultar o acesso das forças de segurança, desobstruíram duas vias, fecharam três valas e demoliram uma estrutura usada para impedir a circulação dos policiais.
Os policiais também encontraram barricadas equipadas com explosivos, além de veículos que, segundo a PM, estavam preparados para serem detonados com a aproximação dos agentes. Acionadores estavam entre os materiais localizados.
Um motorista de ônibus chegou a ser baleado enquanto chegava para trabalhar em Parada de Lucas. Segundo o Rio Ônibus, o tiro atingiu um condutor da viação Caprichosa no ombro, próximo à garagem da empresa. Ele chegou a ser socorrido por outro rodoviário e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde passou por cirurgia.
Os policiais também encontraram barricadas equipadas com explosivos, além de veículos que, segundo a PM, estavam preparados para serem detonados com a aproximação dos agentes. Acionadores estavam entre os materiais localizados.
Um motorista de ônibus chegou a ser baleado enquanto chegava para trabalhar em Parada de Lucas. Segundo o Rio Ônibus, o tiro atingiu um condutor da viação Caprichosa no ombro, próximo à garagem da empresa. Ele chegou a ser socorrido por outro rodoviário e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde passou por cirurgia.
Complexo de Israel
O Complexo de Israel é formado por cinco comunidades: Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau.
A região leva esse nome por causa do domínio de Peixão, que é adepto de símbolos de Israel, como a Estrela de Davi. Apontado como líder da facção Terceiro Comando Puro (TCP), ele é um dos criminosos mais procurados do país.
A religiosidade de Peixão é tamanha que ele se auto-intitula como Arão, o profeta de Deus, irmão de Moisés. O nome foi assumido também pela sua quadrilha que se autodenomina 'Tropa do Arão'. Ele também costuma expulsar moradores de suas áreas de influência simplesmente por exercer a religião, determinando a invasão e depredação de centros religiosos dedicados à citada devoção.
O Complexo de Israel é formado por cinco comunidades: Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau.
A região leva esse nome por causa do domínio de Peixão, que é adepto de símbolos de Israel, como a Estrela de Davi. Apontado como líder da facção Terceiro Comando Puro (TCP), ele é um dos criminosos mais procurados do país.
A religiosidade de Peixão é tamanha que ele se auto-intitula como Arão, o profeta de Deus, irmão de Moisés. O nome foi assumido também pela sua quadrilha que se autodenomina 'Tropa do Arão'. Ele também costuma expulsar moradores de suas áreas de influência simplesmente por exercer a religião, determinando a invasão e depredação de centros religiosos dedicados à citada devoção.

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