PM anuncia ocupação por tempo indeterminado no Complexo de IsraelReprodução/RJTV2
A operação também conta com cinco veículos blindados, além de motocicletas, viaturas e apoio aéreo. A atuação tem como foco o reforço das ações de policiamento e o enfrentamento à atuação de grupos criminosos armados na região, com emprego integrado de unidades especializadas da corporação.
"Objetivo é levar a paz para a população. Além disso, encontramos veículos de luxo usados como barricadas, que ainda não foram removidos porque estamos fazendo uma checagem para ver se há explosivos nos carros ou nos pneus. Já encontramos cinco artefatos explosivos, que são acionados remotamente, ou seja, eles acionam a distância. Então, é necessário essa checagem para não comprometer a integridade dos policiais", ressaltou.
Segundo o major, uma grande quantidade de automóveis roubados também foram recuperados. Os agentes ainda encontraram uma estufa de maconha e apreenderam drogas, como lança-perfumes.
"Também encontramos carros usados como seteira, ou seja, carro blindado equipado com artefato para que eles consigam atirar tanto nas forças de segurança, quanto em criminosos rivais", contou.
Polícia Militar explica como funcionavam os dispositivos encontrados pelas equipes que atuam no Complexo de Israel, nesta sexta-feira (21). Os acionadores estavam conectados a explosivos instalados em veículos e barricadas em diferentes pontos da região
— Jornal O Dia (@jornalodia) August 21, 2026
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Complexo de Israel
O Complexo de Israel é formado por cinco comunidades: Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-pau.
A região leva esse nome por causa do domínio de Peixão, que é adepto de símbolos de Israel, como a Estrela de Davi. Apontado como líder da facção Terceiro Comando Puro (TCP), ele é um dos criminosos mais procurados do país.
A religiosidade de Peixão é tamanha que ele se auto-intitula como Arão, o profeta de Deus, irmão de Moisés. O nome foi assumido também pela sua quadrilha que se autodenomina 'Tropa do Arão'. Ele também costuma expulsar moradores de suas áreas de influência simplesmente por exercer a religião, determinando a invasão e depredação de centros religiosos dedicados à citada devoção.



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