Publicado 27/08/2026 14:40 | Atualizado 27/08/2026 14:56
Rio - Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizaram, nesta quinta-feira (27), duas assembleias para debater possíveis medidas após o caso de agressão e suposta apologia ao nazismo no campus do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e do Instituto de História, no Centro. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 1ª DP (Praça Mauá).
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Alunos ouvidos pelo O Dia condenaram a atitude de um homem que entrou na sala de aula com uma camiseta da banda britânica Death in June, conhecida por utilizar símbolos, nomes e uniformes militares vinculados ao nazismo. Uma estudante, que preferiu não se identificar, afirmou que já foram encontrados adesivos com dizeres fascistas nas proximidades do campus, que fica no Largo de São Francisco.
Alunos ouvidos pelo O Dia condenaram a atitude de um homem que entrou na sala de aula com uma camiseta da banda britânica Death in June, conhecida por utilizar símbolos, nomes e uniformes militares vinculados ao nazismo. Uma estudante, que preferiu não se identificar, afirmou que já foram encontrados adesivos com dizeres fascistas nas proximidades do campus, que fica no Largo de São Francisco.
"Já colaram cartazes com apologia ao nazismo nos arredores. Gera bastante receio. Eu também estudo no turno noturno, e já encontramos dificuldades por causa dos assaltos no Centro do Rio. Com esses cartazes, que já foram retirados, a gente não sabe o que pode acontecer daqui para frente. Essas assembleias também servem para lutarmos por mais segurança dentro do nosso campus", lamentou.
Além do nome da banda, a roupa apresentava uma caveira associada ao movimento fascista que governou a Alemanha entre 1933 e 1945, sob a liderança de Adolf Hitler. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o aluno sendo agredido por outros discentes enquanto era levado para fora do campus.
O pós-graduando Alexandre Borges, de 27 anos, pediu seriedade nas investigações para que casos de apologia ao nazismo não aconteçam na universidade.
“Esperamos que os movimentos dos estudantes e da universidade sejam de levar esse caso a sério. Se uma pessoa que está dentro de um curso de humanidades, em um prédio que debate a memória do que aconteceu no nosso país, se sente confortável a ponto de ostentar símbolos nazistas, isso deve ser um alerta para toda comunidade acadêmica. Precisa haver uma reação para que não seja normalizada”, comentou Alexandre.
Outros estudantes afirmaram que as agressões aconteceram por falta de uma defesa institucional para coibir os crimes de apologia. “Deixaram ele entrar com essa camiseta, xingar alunos”, contou uma jovem que preferiu não se identificar.
“O caso de agressão aconteceu porque a instituição não nos deu recursos para nos defendermos contra ele. Por mais que a violência tenha sido lamentável, os alunos foram levados a isso por não haver uma defesa institucional contra esse tipo de situação”, concluiu.
Além do nome da banda, a roupa apresentava uma caveira associada ao movimento fascista que governou a Alemanha entre 1933 e 1945, sob a liderança de Adolf Hitler. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o aluno sendo agredido por outros discentes enquanto era levado para fora do campus.
O pós-graduando Alexandre Borges, de 27 anos, pediu seriedade nas investigações para que casos de apologia ao nazismo não aconteçam na universidade.
“Esperamos que os movimentos dos estudantes e da universidade sejam de levar esse caso a sério. Se uma pessoa que está dentro de um curso de humanidades, em um prédio que debate a memória do que aconteceu no nosso país, se sente confortável a ponto de ostentar símbolos nazistas, isso deve ser um alerta para toda comunidade acadêmica. Precisa haver uma reação para que não seja normalizada”, comentou Alexandre.
Outros estudantes afirmaram que as agressões aconteceram por falta de uma defesa institucional para coibir os crimes de apologia. “Deixaram ele entrar com essa camiseta, xingar alunos”, contou uma jovem que preferiu não se identificar.
“O caso de agressão aconteceu porque a instituição não nos deu recursos para nos defendermos contra ele. Por mais que a violência tenha sido lamentável, os alunos foram levados a isso por não haver uma defesa institucional contra esse tipo de situação”, concluiu.
Em nota, a UFRJ afirmou que tomou conhecimento do episódio e que está apurando as circunstâncias. A universidade destacou que repudia manifestações de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo e todas as formas de intolerância, mas também condenou a violência ocorrida durante a confusão.
As direções do IFCS e do Instituto de História também apuram o caso e afirmaram repudiar qualquer manifestação de caráter nazista, além de qualquer forma de violência.
Uso de símbolo nazista configura crime
A apologia ao nazismo é crime no Brasil. A Lei nº 7.716/1989 prevê punição para quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada com a finalidade de divulgar o nazismo.
A investigação deverá esclarecer tanto o contexto da utilização dos símbolos pelo estudante quanto as circunstâncias da briga e a eventual responsabilidade dos envolvidos nas agressões.
A apologia ao nazismo é crime no Brasil. A Lei nº 7.716/1989 prevê punição para quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada com a finalidade de divulgar o nazismo.
A investigação deverá esclarecer tanto o contexto da utilização dos símbolos pelo estudante quanto as circunstâncias da briga e a eventual responsabilidade dos envolvidos nas agressões.
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