Homem foi levado para a 57ª DP (Nilópolis)Reprodução
Publicado 29/09/2026 09:45 | Atualizado 29/09/2026 11:50
Um homem, acusado de extorsão e agiotagem, foi preso, na manhã desta terça-feira (29), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, William Muniz Silva ameaçava vítimas quando cobrava o pagamento do dinheiro emprestado, com direito a juros excessivos.
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A prisão aconteceu em uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ). De acordo com a Polícia Civil, o acusado cobrava juros abusivos sobre empréstimos e mantinha a cobrança mediante ameaças e coerção - inclusive enviando fotos de armas de fogo e munições à vítima -, mesmo após o pagamento integral e excedente da dívida.
A operação foi deflagrada após uma denúncia oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo Nova Iguaçu, pela prática dos crimes de extorsão e usura pecuniária
Segundo a denúncia do MPRJ, o acusado concedeu um empréstimo informal, mediante cobrança de juros de 40% ao mês. As investigações apontam que, mesmo após a vítima fazer pagamentos que superaram o valor originalmente emprestado, ela continuou sendo cobrada e, após ameaças, teria sido constrangida a assumir novas obrigações financeiras que elevaram significativamente o valor exigido.
Ainda de acordo com o órgão, as intimidações aconteceram por meio de mensagens, áudios e fotografias encaminhadas à pessoa extorquida, incluindo imagens de arma de fogo, munições e dinheiro em espécie.

A 1ª Vara Criminal da Comarca de Nilópolis, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) reconheceu a existência de indícios suficientes de autoria e de materialidade para instauração da ação penal. Com isso, o juízo expediu um mandado de prisão preventiva contra William, além da busca e apreensão, quebra de sigilo bancário e bloqueio de valores.
As equipes cumpriram as buscas em endereços no município de Japeri e Queimados, também na Baixada Fluminense.
A reportagem ainda não descobriu quem faz a defesa do acusado. O espaço está aberto para manifestação.

Caso semelhante

Nesta segunda-feira (28), Ricardo Nunes Ramos, conhecido como Puruca, foi preso por suspeita de extorsão contra empresários da Zona Oeste. De acordo com as investigações, ele usava, ilegalmente, os nomes da Polícia Civil e do MPRJ para as cobranças. Além disso, chegou a exigir mais de R$ 100 mil para livrar as vítimas de investigações que não existiam.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que cumpriram um mandado de prisão temporária contra o suspeito por extorsão majorada. Os agentes encontraram Ricardo em uma oficina, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste. Ele tentou fugir, mas acabou sendo localizado após um trabalho de monitoramento.
De acordo com as investigações, o homem abordava empresários e afirmava que eles estariam em uma suposta "lista de alvos" da Desarme. Para evitar a investigação criminal, ele oferecia a possibilidade de "resolver a situação" mediante pagamento.

Até o momento, duas vítimas foram identificadas. Segundo a polícia, Ricardo teria recebido R$ 45 mil delas e, em outros casos, chegou a cobrar mais de R$ 100 mil. Uma das vítimas teria contraído um empréstimo bancário para conseguir entregar o dinheiro, diante do receio de responder por uma investigação que, segundo a apuração, nunca existiu.
A reportagem ainda não localizou a defesa de Ricardo. O espaço está aberto para manifestação.
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