Publicado 13/10/2026 10:51
A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (13), um dos acusados pela morte do adolescente Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Miguel Ferreira Salvo se tornou réu pelo assassinato, em setembro deste ano, ao lado de outros quatro comparsas.
O crime aconteceu em março de 2026, quando três adolescentes, incluindo Ronaldo, deixavam a comunidade do Cesar Maia, dominada pela facção Comando Vermelho (CV), para acompanhar a namorada de um deles. Na sequência, eles foram abordados por homens armados e levados de volta para o interior da localidade.
Segundo as investigações, as vítimas passaram por uma sessão de tortura realizada pelos traficantes. Na ocasião, Miguel e os comparsas teriam recebido autorização das lideranças da organização criminosa para executar os jovens por suspeitas de integrarem uma facção rival.
Neste contexto, dois dos adolescentes conseguiram fugir, mas Ronaldo permaneceu desaparecido por cerca de dois dias, quando teve seu corpo encontrado esquartejado na Estrada da Matriz, em Pedra de Guaratiba.
Durante as investigações, os agentes identificaram os traficantes Diogo Paixão Barbosa, Miguel Ferreira Salvo, Victor Tavares Vieira e Jonata da Silva Ramos, como autores diretos do homicídio. Um adolescente de 15 anos também foi apontado como envolvido no caso. Já Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos líderes do Comando Vermelho (CV), teria dado a ordem para execução das vítimas.
PublicidadeO crime aconteceu em março de 2026, quando três adolescentes, incluindo Ronaldo, deixavam a comunidade do Cesar Maia, dominada pela facção Comando Vermelho (CV), para acompanhar a namorada de um deles. Na sequência, eles foram abordados por homens armados e levados de volta para o interior da localidade.
Segundo as investigações, as vítimas passaram por uma sessão de tortura realizada pelos traficantes. Na ocasião, Miguel e os comparsas teriam recebido autorização das lideranças da organização criminosa para executar os jovens por suspeitas de integrarem uma facção rival.
Neste contexto, dois dos adolescentes conseguiram fugir, mas Ronaldo permaneceu desaparecido por cerca de dois dias, quando teve seu corpo encontrado esquartejado na Estrada da Matriz, em Pedra de Guaratiba.
Durante as investigações, os agentes identificaram os traficantes Diogo Paixão Barbosa, Miguel Ferreira Salvo, Victor Tavares Vieira e Jonata da Silva Ramos, como autores diretos do homicídio. Um adolescente de 15 anos também foi apontado como envolvido no caso. Já Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos líderes do Comando Vermelho (CV), teria dado a ordem para execução das vítimas.
Os cinco viraram réus pelos crimes de homicídio qualificado, associação para o tráfico, tortura, sequestro e corrupção de menores.
Miguel Ferreira Salvo passará audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça. A ação foi realizada por equipes da Subsecretária de Inteligência (SSINTE) e da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Miguel Ferreira Salvo passará audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça. A ação foi realizada por equipes da Subsecretária de Inteligência (SSINTE) e da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
A comunidade César Maia tem sido utilizada como uma das principais bases para a expansão do CV nas zonas Oeste e Sudoeste da capital. A região é usada como ponto estratégico para planejamento, abrigo e fuga de criminosos envolvidos em ataques e homicídios registrados nessas áreas da cidade.
A reportagem ainda não localizou a defesa dos acusados. O espaço está aberto para manifestação.
Entenda o caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), os criminosos abordaram os adolescente, de forma hostil, e perguntaram onde residiam, fazendo ameaças caso fossem de área controlada por uma facção rival.
Segundo o MPRJ, após deixarem a Cesar Maia, já no ponto de ônibus, o trio foi novamente abordado por homens armados e levados de volta para dentro da comunidade, onde tiveram os celulares analisados por criminosos.
Depois de encontrarem uma foto alusiva ao Terceiro Comando Puro (TCP) no celular de Ronaldo, os jovens começaram a ser torturados física e psicologicamente. A vítima era moradora de Senador Camará, na Zona Oeste, área dominada pelo TCP. Conforme apurado pelo O DIA na época do crime, o suposto gesto na foto encontrada pelos traficantes seria de Ronaldo fazendo o número três, em alusão à facção rival do Comando Vermelho.
A família de Ronaldo afirma que ele não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e que sonhava em seguir a carreira de mecânico. Além disso, fazia aulas de muay thay e acumulava medalhas em competições da modalidade.
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