Publicado 19/08/2026 17:09
São Fidelis - As regiões Norte e Noroeste Fluminense estão atentas aos casos de febre maculosa registrados este ano, com quatro mortes confirmadas, sendo duas em Itaperuna, uma em Campos dos Goytacazes e a mais recente, no início de agosto, em São Fidelis. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), em nível estadual, foram 14 óbitos provocados pelo contágio.
PublicidadeA apreensão em São Fidelis surgiu no dia três de agosto, após informações de que dois óbitos ocorridos no município no final da semana teriam sido causados pela febre maculosa, conhecida popularmente como “doença do carrapato”. O governo municipal buscou constatação por meio de exames nas vítimas, em parentes e nos contatos próximos. Cinco testaram negativo, mas um confirmou.
O laudo laboratorial, emitido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chancelou o diagnóstico após análises conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), apontando a presença da bactéria Rickettsia rickettsii na morte do médico-veterinário Gabriel Serra, de 30 anos. O caso acendeu o alerta máximo na saúde pública regional, com o município acendendo uma ampla campanha preventiva.
O painel estadual está concentrado geograficamente nas duas regiões, com detalhamento público especificamente nos municípios onde ocorreram as quatro mortes confirmadas dentro desse grupo de infectados, estando São Fidelis, no momento, mobilizada através da Vigilância Epidemiológica, com ações preventivas.
Equipes técnicas municipais, com o suporte direto da SES-RJ, deram início a intervenções de controle ambiental focadas no vetor da doença. A fiscalização foi concentrada em pontos mapeados da rodovia RJ-158, especificamente no entorno da localidade de Bonsucesso. O principal alvo das ações é o manejo e monitoramento do carrapato-estrela, transmissor da bactéria.
No caso específico de São Fidelis, a Secretaria Municipal de Saúde vem reforçando as ações de vigilância, prevenção e orientação à população sobre a febre maculosa, realizando palestras e entregando panfletos com orientações sobre a doença nos postos de saúde. A proposta é orientar a população e acompanhar eventuais pessoas que possam ter tido contato ou exposição nos locais onde houve as suspeitas.
AÇÕES PREVENTIVAS - O governo municipal confirma que as ações contam com o acompanhamento técnico da SES-RJ, envolvendo a atuação integrada de diferentes setores, incluindo as secretarias municipais de Saúde, Desenvolvimento Ambiental e Superintendência de Defesa Civil: “Também foram intensificadas as ações dos agentes de endemias sobre a febre maculosa”, informa.
Um dos pontos ressaltados é sobre a importância de que a população siga as orientações das autoridades de saúde, especialmente ao frequentar áreas com possibilidade de presença de carrapatos: “Em caso de sintomas compatíveis com a doença, é fundamental procurar atendimento médico e informar sobre eventual exposição a áreas de risco”, orienta a secretaria.
Levantamento da Fiocruz assinala uma taxa de letalidade de 28% para o quadro atual da “doença do carrapato” no estado. Os dados demonstram que, embora os indicadores absolutos venham registrando oscilações nos últimos anos, a gravidade clínica individual do patógeno permanece elevada.
ÁPICE DA DOENÇA - O balanço resume que foram registrados 46 infectados e 19 mortes, em 2024; 33 casos e 14 óbitos, em 2025; além da parcial com 14 constatações da doença, com quatro mortes este ano. A coordenação de Vigilância Epidemiológica ressalta que o período compreendido entre os meses de julho e novembro concentra o ápice de incidência da doença no Rio de Janeiro.
Segundo o setor, para que ocorra a infecção humana, o carrapato transmissor necessita permanecer fixado à pele por um intervalo mínimo estimado de quatro a seis horas: “Esse espaço temporal reforça a necessidade de vistorias corporais frequentes após a permanência em locais com vegetação densa ou pastagens.
O Ministério da Saúde preconiza que o tratamento com antibióticos específicos seja iniciado imediatamente a partir da primeira suspeita clínica médica. Febre alta; dor de cabeça intensa e contínua; dores musculares e articulares generalizadas; náuseas, vômitos ou dores abdominais; e manchas avermelhadas na pele, que costumam surgir tardiamente nas palmas das mãos e solas dos pés, são os principais sintomas.
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