São Gonçalo: familiares afirmam que Emanuel não era responsável pelo estabelecimento e que sua presença no local era apenas temporáriaReprodução/Internet
Publicado 19/08/2026 11:33
São Gonçalo - O aposentado Emanuel Gonçalves Capacia, de 77 anos, foi solto na tarde desta terça-feira (18), quatro dias após ser preso em flagrante durante uma operação da Polícia Civil em uma perfumaria no bairro Pacheco, em São Gonçalo. Com a decisão, ele poderá responder às acusações em liberdade. Emanuel foi detido na última sexta-feira (14) por agentes da 72ª DP (Alcântara), durante uma fiscalização no estabelecimento. Ele permaneceu preso durante o fim de semana e a segunda-feira, até deixar a unidade prisional nesta terça.

A soltura ocorreu após a família trocar a equipe responsável pela defesa do aposentado. Segundo Andréa Capacia, filha de Emanuel, os advogados que inicialmente acompanhavam o caso teriam sido indicados pelo proprietário da perfumaria e não repassavam informações atualizadas aos familiares. Entre as informações que, segundo a família, não teriam sido comunicadas estava a realização da audiência de custódia, ocorrida no mesmo dia da prisão e que manteve a detenção do aposentado.

Família contesta envolvimento de aposentado
Publicidade
Os familiares afirmam que Emanuel não era responsável pelo estabelecimento e que sua presença no local era apenas temporária. De acordo com a família, o aposentado tem baixa escolaridade e havia sido chamado para trabalhar como balconista enquanto o proprietário, identificado como Marcílio, se afastava para realizar um tratamento contra o câncer. Ainda segundo os parentes, Emanuel recebia R$ 60 por dia pelo trabalho e não tinha conhecimento sobre os produtos encontrados durante a fiscalização.

A versão da família, porém, é diferente da registrada pela polícia. Segundo o registro da ocorrência, o aposentado teria se apresentado como responsável pelas vendas no momento da abordagem. Durante a fiscalização, os agentes encontraram anabolizantes, medicamentos de controle especial vencidos e armazenados de maneira inadequada, além de ampolas, seringas, receitas médicas em branco e carimbos profissionais.

Família troca equipe de defesa
Após a prisão, os familiares passaram a buscar informações sobre o andamento do processo. Segundo Andréa, os advogados inicialmente contratados não teriam mantido a família informada sobre as medidas adotadas pela Justiça. A situação teria se agravado após o proprietário da perfumaria desaparecer. Segundo a família, ele era a única pessoa com quem Emanuel havia conseguido falar por telefone depois de ser levado para a delegacia. Diante disso, os familiares contrataram uma nova advogada para acompanhar o caso de forma independente. A defesa passou a solicitar a liberdade provisória do aposentado, considerando principalmente sua idade e os problemas de hipertensão relatados pela família.
Os familiares também iniciaram uma vaquinha virtual para ajudar no pagamento dos honorários advocatícios e das demais despesas relacionadas à defesa. A família sustenta que Emanuel foi colocado em uma situação que não compreendia completamente e que não tinha participação na administração ou na aquisição dos produtos encontrados na perfumaria. A Polícia Civil informou que as investigações continuam na 72ª DP para esclarecer a responsabilidade pelo material apreendido e apurar a participação de outras pessoas ligadas ao estabelecimento. Com a decisão desta terça-feira (18), Emanuel deixou a prisão e responderá ao processo em liberdade enquanto as investigações prosseguem.
Leia mais